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Alunos do Iesacre vencem etapa estadual do Desafio Sebrae


O Desafio Sebrae mobilizou 56,6 mil estudantes universitários de todo o Brasil numa disputa em que criam e vivenciam a experiência real do dia-a-dia de uma empresa virtual, que só existe na rede de computadores através da qual as equipes vão sendo avaliadas. “Neste ano, o desafio foi administrar uma fábrica de bolas de vôlei. O objetivo maior deste treinamento é despertar nos estudantes a cultura empreendedora para que ao final do curso ao invés de limitar-se à busca de um emprego busquem alternativas para criar sua própria empresa”, diz Glauco Almeida, interlocutor do Desafio no Acre.

A equipe vencedora é composta por Djalma Gadelha Santos, Lourival Silva Nolasco, Wanilse Oliveira de Moraes, Jofrei Paulo Signor e Willean Rege Cruz todos eles do curso de administração de empresas. Liderados por Djalma e Lourival, esta equipe resultou da fusão de duas outras que disputaram separadamente no ano passado com uma sendo eliminada e a outra sagrando-se vice-campeã estadual e se ficarem entre as oito melhores em Maceió, ganharão o direito de disputar a final nacional, que acontece em dezembro,em Brasília.

“Ainda no ano passado resolvemos unir nossas equipes para representar melhor a Iesacre. Neste ano estabelecemos estratégias de longo prazo, priorizamos investimentos em infra-estrutura, estoques e conquista de mercados para vencer a disputa. Deu certo, mas não sem uma série de imprevistos que nos deixaram mal no princípio”, recorda Djalma o fato de que, somente na primeira fase, a empresa teve um prejuízo de R$ 70 mil, situação semelhante na segunda fase, mas já na terceira conseguiam um lucro positivo de 900 mil.

Apostando em investimentos que dariam sustentação à empresa, inclusive com um bom estoque de matérias primas, essa estratégia foi essencial para que abocanhassem 70% do mercado durante uma rodada de negócios. Isso levou a uma escalada de produção e receita fazendo com que conseguissem conquistar 94 dos 96 pontos possíveis na última rodada.

Mas na semifinal tiveram de mudar de tática para adaptar ao mercado. Baixaram preços e investiram num misto de várias ofertas promocionais para ganhar mais clientes, conquistando novos mercado, lucros e pontos na disputa. “Agora surge o desafio principal que é o de representar bem o Acre na disputa nacional. Nossa intenção é usar a mesma estratégia que usamos aqui, mas nos adaptando à solução das situações que forem criadas pelo mercado a cada momento. Na vida real é assim também, as empresas têm de definir sua estratégia não pensando apenas no lucro imediato, mas no crescimento futuro adaptando-se às condições de cada momento com soluções criativas para os problemas que forem surgindo pelo caminho”.

Os vencedores da fase estadual receberão um troféu e uma viagem para disputar a semifinal de Maceió. Os vencedores da fase nacional ganham uma viagem para conhecer os mais avançados centros empresariais e tecnológicos da Europa.

O Desafio Sebrae tem como patrocinadores o Banco do Brasil com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep). Os resultados positivos dessa experiência brasileira levaram instituições do Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai a formarem parcerias com o Sebrae para instalar o mesmo programa em seus países, o que vai levar a uma rodada de desafio sul americano para breve.

Cinco alunos do Iesacre representarão o Acre durante a semifinal nacional do Desafio Sebrae que acontecerá de 4 a 7 de novembro em Maceió das Alagoas. Eles venceram a fase estadual disputada por 62 equipes compostas por 251 alunos de todas as instituições de nível superior do Estado.

Criatividade e arte

Maria e sua irmã transformaram a banquinha em ponto de venda de artesanatos. Ali, os fregueses encontram, a preço de ocasião, guardanapos pintados a mão e com acabamento em crochê, bolsas em macramé, sandálias decoradas com flores e miçangas, colares, pulseiras e brincos, além de bonequinhas, borboletas e enfeites de geladeira feitos em crochê.

Enquanto espera a freguesia, ela vende vales transportes para quem pára ali esperando o ônibus. “Isto não dá muito dinheiro, mas é tudo o que tenho para me sustentar. Prefiro isso do quê voltar a ser empregada. Minha vida melhorou bastante e trabalho mais satisfeita. Só com a venda dos vales vendo uma média de R$ 10 por dia, o resto vai pingando um pouquinho aqui outro ali”.

O problema de Maria agora são os fiscais da prefeitura que não gostaram dela ter construído um telhado de zinco para proteger sua banca, mandaram tirar e ela recorreu e a solução sairá em dois meses porque ameaçam tirá-la do ponto de ônibus que fica na avenida Ceará em frente ao consultório do oftalmologista Paulo Veloso. “Eu não sei o que fazer isto é tudo o que tenho para sobreviver”.

Para complicar a situação, há cerca de 15 dias um vendaval arrancou o telhado de sua casa e sem ter como consertá-lo imediatamente ela teve que procurar abrigo na casa de uma amiga. “A gente se vira, o que não pode é desistir, senão não vai”.

Sebrae quer massificar atendimento com qualidade

Revolucionar o atendimento ao pequeno e micro empresário bem como das pessoas que trabalham na economia informal é uma das prioridade do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em nível nacional. A meta é massificar um atendimento com qualidade, marca registrada da instituição, como forma de reduzir as altas taxas de mortalidade das micro empresas e de pequeno porte no Brasil.

Rosa Nakamura, diretora administrativa e financeira do Sebrae no Acre, representa a região Norte em um Grupo de Trabalho nacional (GT), constituído com o objetivo de definir as diretrizes de atendimento do Sebrae nas suas diversas agências. “Definimos, como princípios, na elaboração destas diretrizes, um atendimento de qualidade; acompanhamento do Sebrae para que o micro empresário atendido torne-se um cliente efetivo; e capacitação de uma equipe de recursos humanos nos mais de cinco mil municípios brasileiros”.

Criado em julho passado, o GT é constituído por um membro de cada região mais uma equipe do Sebrae Nacional. deverá concluir seus trabalhos em cerca de 45 dias. Várias propostas estão sendo debatidas. Firmar parcerias com as mais de 5 mil prefeituras do país é uma das propostas que vem recebendo mais aceitação entre os integrantes do grupo nacional. “A preocupação atual é que o Sebrae vá até o seu cliente e não fique mais a esperar ele vir nos consultar. Constituir parcerias com as prefeituras seria uma forma de democratizar e interiorizar as ações para que, de fato o Sebrae chegue até os informais, os excluídos”.

O primeiro passo seria a qualificação de uma equipe de servidores municipais que passariam a trabalhar em um posto de atendimento, na própria prefeitura. A preocupação é que estes servidores tenham a mesma qualidade de atendimento dos consultores do Sebrae “Caso essa proposta seja implementada, o Sebrae estará dando uma grande contribuição na democratização do acesso de informações aos munícipes e para a democratização do exercício da cidadania” diz Rosa.

A criação de um centro de excelência viria complementar a proposta. “Seria um local onde ficariam concentradas todas as informações, para esclarecimentos aos parceiros, aos clientes e a qualquer cidadão interessado em tirar dúvidas ou obter informações mais detalhadas sobre os serviços do Sebrae”. Questões como o atendimento à distância, via rádio e internet também estão sendo discutidos pelo GT nacional.

Banca de bombons garante sustento de ex-doméstica

Ela trabalhou como doméstica, chapeira de lanchonete e cobradora de ônibus até que ao ficar três anos desempregada tomou a decisão de criar seu próprio negócio. Sem renda e sem dinheiro, Maria Socorro Ferreira, 44, mãe de três filhos e moradora do bairro Chico Mendes não se deu por vencida procurou e encontrou a solução para seu problema.

“Eu não tinha dinheiro, não tinha nada, para complicar a situação, minha asma não me deixava trabalhar todo dia, Mesmo assim nunca perdi a esperança de resolver meus problemas com trabalho e fé em Deus”.

A solução apareceu inesperadamente numa placa de vende-se pendurada em uma banca de venda de bombons e cigarros junto a uma parada de ônibus na avenida Ceará.

Ela recorda que seu dono queria R$ 800 pelo local. “Fiquei triste porque era muito dinheiro para quem não tinha nada. Contei para minha irmã e meu irmão que prometeram me ajudar, mas não tinham todo o dinheiro. Pedi ajuda a uma tia do Rio de Janeiro que enviou a minha parte e uma caixa cheia de doces. Comecei a vender e com o dinheiro apurado fui comprando mais mercadorias e graças a Deus está dando certo”.

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E x p e d i e n t e :
Textos publicados nesta página são de responsabilidade da Unidade de Comunicação e Marketing do Sebrae no Acre (Jornalista Responsável: Socorro Camelo (Registro Profissional: 065 DRT/AC) socorro@ac.sebrae.com.br), fotos: Evandro Souza. Colaboradores: Andréa Zílio, Isabel Barrosi. Sugestões, comentários e-mail para ascom@ac.sebrae.com.br

 

 
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