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Governo e prefeitura avançam no combate à leishmaniose Parceria no atendimento à zona rural leva saúde a Rio Branco |
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A parceria entre o governo do Estado e a prefeitura de Rio Branco na área de saúde gerou, entre muitos benefícios, uma importante experiência de combate à leishmaniose, doença típica da zona rural. A Vila Verde, núcleo urbano que serviu como sede do Projeto de Assentamento Figueira, no quilômetro 60 da Estrada Transacreana, é a base do projeto que promove o acompanhamento direto e constante de portadores da doença. A região da Transacreana e do Riozinho do Rôla e seus afluentes são endêmicos em leishmaniose. Para enfrentá-la, governo e município implantaram, no âmbito da Unidade de Saúde da Família Figueira, na Vila Verde, sistema de referência para os pacientes. Pessoas como Antônia Jocelina Ferreira, moradora da Colônia 9 Irmãos, localizada perto da vila, apresenta reincidência da leishmamiose e vai diariamente à USF do Figueira para receber a injeção de glucotim, o medicamento recomendado para o caso. Há nove anos, quando contraiu a doença pela primeira vez, Antônia era obrigada a uma verdadeira via crucis: saía de casa todos os dias rumo a Rio Branco, onde somente ali poderia receber o remédio. Com a USF e a experiência de enfrentamento à doença, Antônia pode fazer o tratamento perto de casa. A meta da Área de Leishmaniose da Secretaria de Saúde de Rio Branco é ampliar a atenção básica de modo a tornar a experiência um projeto abrangente. O Estado deve se encarregar da atenção de complexidade. “Vamos ter na Vila Verde um laboratório completo de malária e leishmaniose”, informou a enfermeira Naldemira da Costa Moreira, responsável pelo programa. Atualmente, vários pacientes são acompanhados pelas equipes da USF do Figueira, que percorrem ramais e rios para levar o cuidado aos portadores da doença. A leishmaniose é causada pelo Leishmania, um parasita microscópico transmitido pela picada de insetos. Cerca de 30 espécies de insetos podem transportar o parasita, transmitido a eles por animais domésticos ou silvestres infectados, como roedores e cachorros. A leishmaniose se apresenta de várias formas diferentes. A leishmamiose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões de pele concentradas ou disseminadas. Outra é caracterizada quando as lesões atingem também as mucosas, o que pode acontecer meses ou anos após a cura das lesões de pele. A leishmaniose visceral se manifesta através de febre, perda de peso e crescimento anormal do baço e do fígado. No caso da região do Riozinho, não há prevalência dessa forma. Atendimento completo e integral eleva confiança dos usuários Os problemas mais comuns atendidos USF do Figueira são dores variadas, pressão arterial alterada, gripe, problemas gastrintestinais e verminose. Neste período de chuvas são atendidas cerca de 25 ao dia. No verão, quando as pessoas têm mais facilidade para sair de suas casas nos ramais distantes, o número de consultas chega a 100. O serrador Hugo Braga sofreu um acidente enquanto trabalhava numa serraria na Vila Verde e por pouco não perdeu um dos dedos da mão esquerda. Na USF, foi consultado pelo médico Pedro Pires, que há vinte anos trabalha na região, e recebeu curativo aplicado pela técnica em enfermagem Sâmia Cristina, há um ano atuando naquela unidade. A USF tem 900 famílias cadastradas no Programa de Agentes de Saúde da Família. São quatro agentes percorrendo os ramais para levar ações como distribuição de hipoclorito de sódio para tratamento de água. Há 17 localidades ligadas àquela USF, que possui em sua farmácia 98 itens de medicamentos repassados gratuitamente à população desde que haja recomendação médica. Nesse contexto, a confiança da comunidade nos serviços elevou-se nos últimos tempos. Mães trabalhadoras como Lígia Silva da Costa tomou os filhos, montou no cavalo e venceu os oito quilômetros que separam sua casa no Ramal Cachoeira até a USF. Pouco tempo depois, retornava com os filhos já consultados e com a medicação em mãos. Saúde na Comunidade promove cobertura de 100% de Rio Branco O projeto denominado Saúde na Comunidade leva profissionais da área médica para atendimento integral nas regiões mais distantes do município de Rio Branco. De acordo com a coordenadora da Área Técnica Saúde na Comunidade da Prefeitura, Rozângela Farias da Silva, o conjunto de ações permitiram fazer de Rio Branco um município totalmente coberto pelo sistema de saúde pública. São cerca de 30 mil pessoas que se precisarem do atendimento o terão de forma segura e eficiente. Em novembro do ano passado as equipes estiveram no Projeto de Assentamento Itamaraty I, no KM 80 da Estrada Transacreana, onde pelo menos 200 pessoas foram atendidas em várias áreas da saúde. “O trabalho do pessoal da saúde superou nossas expectativas”, avaliou o presidente da Associação dos Produtores Rurais Itamaraty I, Valter Carvalho, que reivindica uma unidade fixa para sua comunidade. São realizadas consultas, exames do câncer do colo do útero e exames laboratoriais simples. Os caso mais complexos são encaminhados para centros especializados na cidade. “E para 2008 a meta é continuar a atender a todos dando solução a todos os problemas”, disse Rozângela Farias. | |
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