| OPINIÃO | ||
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| Nayara Lessa * |
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Quem diria? Já chegou... Parece que esse dia nunca iria chegar. Mas chegou! Por mais que reclamássemos dos trabalhos acadêmicos, das reportagens, dos artigos e das provas, essa vida de universitário nos acostumou de tal forma, que encarar o mercado de trabalho é encarar um novo mundo. Bom, essa é a visão generalizada de um profissional recém-formado. Na verdade, “lá fora” ele é mais recém-formado do que profissional. Parece que é difícil para as empresas entenderem que uma pessoa com diploma “quentinho” pode ser recém - formado e profissional ao mesmo tempo. Mas o que se vê é uma barreira entre o tapete vermelho da colação de grau e o departamento de RH. O lado bom dessa história é o que a universidade mescla com seus alunos os conhecimentos teóricos (e como eram chatas essas aulas teóricas... Desculpe, Dandão!) com a parte prática. As experiências que ficarão gravadas pra sempre são aquelas adquiridas na faculdade. Não são os prêmios, as promoções, os elogios do editor-chefe nem os pontos da audiência. Os erros ortográficos, as correções em público (diante dos colegas de classe), e a corrida atrás de fontes (aí me lembro da professora Cleide, Adaílson...), essas foram etapas de uma vida acadêmica de muito aprendizado. Não nego também, que é na rua que aprenderemos a pôr em prática o que aprendemos na sala de aula, no dia-a-dia, mas são os erros e acertos na faculdade que nos tornam melhores. Pra falar sério, os quatro anos de faculdade foram um dos melhores anos de minha vida! Além dos amigos (Alcilene, Deby, Thiago, Nany, Ruten, Aline, Renatinha, Kelly, Mônica, Jacira...aff tanta gente) dos projetos, das idas e vindas nas reportagens, a busca de fonte, até às vezes a falta de professores. Espero que a faculdade tenha me proporcionado um ambiente real do que irei encontrar “lá fora”. Como foram bons esses anos... Nelas, o volume de conhecimento foi muito maior do que em sala de aula. Isso não quer dizer que os professores “dormiram no ponto”, mas a sensação da responsabilidade em nossas mãos, a pressão do tempo e o prazer de ver o trabalho publicado ou veiculado não tem preço que pague. Na faculdade eu pude errar. E errar bastante. A faculdade é propícia a isso. Valeu a pena o curso porque pude quebrar a cabeça, dar barrigadas e corrigir erros. O tempo foi bom, mas passou rápido. Quem diria... agora esperamos ter saído dos bancos da faculdade para as mesas de redação, do escritório, da sala de edição, do estúdio do ar, para o “gravando”. O que vai ficar registrado para sempre são esses bons momentos... * Jornalista formada na primeira turma do Curso de Comunicação Social do Iesacre
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