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Praga de larvas destrói plantações de macaxeira no Juruá Novo produto produzido pela Embrapa pode combater insetos |
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O mandarová da mandioca, uma larva que se alimenta de folhas, está destruindo plantações inteiras de macaxeira na região do Vale do Juruá, onde centenas de famílias dependem da plantação agrícola para a sobrevivência. A praga não é nenhuma novidade naquela região, mas este ano apareceu em proporções maiores que nos anos anteriores, motivo que levou técnicos do Instituto de Defesa Animal e Agroflorestal (Idaf) a visitarem algumas cidades daquela região para realizar um trabalho de análise. O próximo passo deverá ser o combate aos insetos com o uso de produtos biológicos. Ainda na quarta-feira, um pesquisador da Embrapa viajou a Cruzeiro do Sul para realizar experimento com um novo produto criado pela empresa com sede no Acre. A ação será uma tentativa de reduzir os prejuízos que os agricultores terão com a produção este ano. “Estamos certos de que boa parte da plantação de macaxeiras já está destruída, pois o surto foi muito grande este ano e só aumenta mais ainda a cada dia que passa. Temos que ser lutar nesse momento para pulverizar as plantações o mais rápido possível para evitar prejuízos maiores. É o que podemos fazer nesse momento”, destacou responsável pela Defesa Vegetal do Idaf, Pedro Arruda. Arruda, que é engenheiro agrônomo, disse que este tipo de praga ataca todos os anos a região do Vale do Juruá. Disse também que a área é fácil alvo da larva, já que grande parte do que é plantado no Juruá corresponde à macaxeira. “A mandarová tem sido muito notada em plantios de macaxeira e de seringueira. Cada uma põem uma média de 30 a 50 ovos que eclodem de 4 a 5 dias após. E assim a praga vai sendo proliferada”, argumentou. Como as larvas se alimentam das folhas, o desenvolvimento da raiz fica comprometido e por essa razão não consegue chegar à fase adulta, ficando assim, sem possibilidade de comercialização. Para evitar que plantações inteiras sejam dizimadas pelo inseto, Arruda diz que alguns cuidados podem ser tomados pelo produtor. Uma vistoria ampla de pelo menos duas vezes por semana no macaxeiral pode traze resultados, aponta ele. “Se o produtor avistar ovinhos ou mesmo as larvas, mas na fase inicial, ele pode remove-los das folhas e evitar que o inseto se prolifere”, orienta o engenheiro agrônomo. Existem outras técnicas que podem ser adotadas para evitar a praga, mas nem todas estão ao alcance dos produtores, segundo ele. Um deles é o controle biológico, que consiste em eliminar a praga com a utilização sistemática de seus inimigos naturais. Mediante essa alternativa, o Idaf tem investido na construção de uma microbiofábrica em Cruzeiro do Sul. Lá os produtos serão produzidos a quase custo zero, já que a matéria-prima utilizada serão os próprios insetos. “É uma iniciativa que surgiu a partir de um relatório feito na região em outubro do ano passado e que trará muita economia ao Estado. Atualmente utilizamos um produto comprado em Rondônia”, completou. |
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