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Ministérios criam rede de pesquisa para conservação do cerrado Comitês gestor e científico vão estruturar rede nos próximos meses |
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Brasília - Com o objetivo de formar uma rede de pesquisa, ciência e tecnologia para conservação e uso sustentável do cerrado, os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia criaram a ComCerrado, resultado de dois dias de debates durante oficina realizada nessa semana em Brasília, com representantes dos dez estados brasileiros onde há presença do cerrado. O coordenador do Núcleo de Cerrado do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, explicou que a expectativa é a de debater a importância do cerrado e demonstrar que é preciso avançar em termos de conhecimento científico para a conservação desse bioma. “O cerrado até hoje, em grande parte, foi visto pela própria ciência como uma área pura e simplesmente de ocupação agrícola. O que nós queremos aqui é reverter esse processo”, disse Mauro Pires. “O que a gente quer é avançar na conservação propriamente dita e também no uso sustentável”, acrescentou. Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente, um comitê gestor e outro científico foram criados para estruturar a rede nos próximos meses. O primeiro é formado por representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, das secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia e do Fórum de Pró-Reitores das Universidades Federais. Já o comitê científico é integrado por pesquisadores. O modelo de rede a ser adotado ainda aguarda definição, segundo o coordenador: “Muito provavelmente será uma rede que deverá começar virtual - convidando as pessoas, chamando as instituições para participarem de um grupo de debates”. Até o final do ano, Mauro Pires disse esperar que a rede esteja consolidada, com a criação de um edital especifico para fomentar um determinado tema ou oferecendo algum apoio de bolsas para os pesquisadores. Para a coordenadora-geral de Gestão de Ecossistemas do Ministério da Ciência e Tecnologia, Maria Luiza Alves, a rede vai integrar competências científicas já existentes sobre cerrado em diversas universidades. “A idéia é reunir essas competências e buscar recursos junto ao Plano Plurianual, para de fato concretizar essa rede”, disse. As três rede de pesquisa no pantanal, lembrou Maria Luiza Alves, foram estruturadas em três, quatro e oito anos, respectivamente. “A rede do cerrado pode ser mais prática e rápida, porque hoje nós já temos muito mais experiência nessa área”, estimou. (Agência Brasil) |
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