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POLÍTICA

Câmara acompanha está preocupada com aquecimento global

Subcomissão acompanha efeitos de mudanças climáticas na Amazônia

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Perpétua vai realizar seminário com cientístas para discuir aquecimento


Criada recentemente dentro da Comissão da Amazônia, a subcomissão elegeu a deputada Perpétua Almeida do PCdoB, como vice-presidente, e já tem como primeira tarefa a realização de um seminário com cientistas e estudiosos, para analisar alternativas de como se prevenir para proteger a região.

Por ser o maior ecossistema do planeta, a Amazônia está diretamente ligada ao problema das mudanças climáticas.

O primeiro simpósio brasileiro de Mudanças Ambientais Globais, realizado no Rio de Janeiro, em março do corrente, mostrou que o impacto do aquecimento global na Amazônia, tende a desequilibrar todo o sistema climático da região, pois influencia diretamente o oceano pacífico.

Dados do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam) comprovam que o aquecimento global pode ter um impacto drástico na Amazônia e a região pode sofrer um aumento de temperatura superior à média mundial, e redução de chuvas, o que levaria à transformação da maior Floresta Tropical do mundo em cerrado, a vegetação típica da África Ocidental, o que fatalmente iniciaria um processo de desertificação.

Os estudos da Sociedade Brasileira de Pesquisa Científica (SBPC), também comprovam o cenário possível e provável de savanização da Amazônia.

“Não é necessário um grande esforço de inteligência para imaginar as conseqüências dessa mudança na vida das populações tradicionais. Se as medidas de prevenção não forem adotadas, veremos o seringueiro, o índio e o ribeirinho, transformados em nômades criadores de cabras, como ocorre na África Ocidental”, alerta a deputada Perpétua Almeida.

O desmatamento e as queimadas diminuem a evapotranspiração, que diminuem a intensidade das chuvas, o que por sua vez, torna a vegetação mais seca e suscetível às queimadas. Novos incêndios florestais produzem fumaça, o que dificulta a formação de nuvens. Durante o processo, a taxa de mortalidade das grandes árvores, as principais responsáveis pela manutenção da umidade no interior da floresta, pode aumentar e com isso diminuir sua capacidade de regeneração.

O biólogo Leonardo Fleck, afirma que pesquisas recentes demonstram que o processo de desmatamento da Amazônia está reduzindo a umidade do ar a tal ponto que chegará o momento em que a região sofrerá um processo irreversível de savanização. “Estamos estudando todo esse processo, para poder tomar medidas efetivas para mudar este cenário, pois considerando o avanço atual do desmatamento, apesar dos esforços para coibi-lo, por parte do Ministério do Meio Ambiente, poderemos ainda vivenciar esse processo, em nossa própria geração, até a metade deste século” disse a vice- presidente da subcomissão para Acompanhamento dos Efeitos do Aquecimento Global e suas Conseqüências para a Amazônia Brasileira, deputada Perpétua Almeida do PCdoB.

Definida pelo escritor Mário de Andrade como, uma das grandezas tão grandiosas que ultrapassam as percepções do homem, a Amazônia que possui a maior reserva de água doce do planeta, com um território de 5.030.730 km quadrados, 59% do território nacional, 11.248 km de fronteiras internacionais, 1.482 km de costa atlântica, e 22 mil rios navegáveis é de uma grandiosidade geográfica e cultural única.

No entanto é exatamente essa riqueza que para cá atraiu a cobiça.

A voracidade do capital que dilapida irresponsavelmente o ecossistema e a população local, através da expansão da fronteira agrícola, pecuária e madeireira. “Não podemos permitir que a Amazônia sirva ao mercado mundial por meio de monoculturas, do agronegócio e suas práticas de super-exploração, fenômeno comum na periferia do capitalismo, propiciando uma intensa acumulação com base no abuso e desrespeito ao ser humano e a terra. Nossa luta é encontrar alternativas que respeitem as características próprias da região, sem prejuízos ao ecossistema e ao amazônida que dele depende. A proteção da Amazônia está inter-relacionada com as estratégias voltadas para as mudanças climáticas, e não podemos esquecer que os efeitos climáticos da Amazônia são globais e que, em conseqüência, a preocupação sobre o desmatamento e as alterações no clima fazem parte de uma agenda global” salienta a deputada Perpétua Almeida.

A preocupação da vice-presidente da subcomissão para Estudos e Acompanhamento dos Efeitos do Aquecimento Global e suas conseqüências para a Amazônia Brasileira (Perpétua Almeida- PCdoB), é pertinente- de 2002 a 2005, mais de 7,6 de hectares amazônicos foram desmatados, tornando o Brasil responsável por significativa parcela do total de gases do efeito estufa.

Aproximadamente 20% da Amazônia já foi irreversivelmente destruída, enquanto outros 30% sofrem forte pressão humana.

 
 
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Rio Branco-AC, 25 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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