COTIDIANO

Ordem dos Músicos começa a regulamentar profissão no Acre

Registro deverá ser concluído dentro de dois meses

Regiclay Saady
Orismar Souza é presidente do Conselho Regional de Música no Acre


Renata Brasileiro

Rock, pop, clássica, metal, MPB, bossa nova, reggae, sertanejo, gospel, axé, samba e pagode. O estilo musical pode ser qualquer um. O que importa mesmo é que a partir de agora todas as pessoas que trabalham com música no Acre serão reconhecidas junto ao Ministério do Trabalho, com direito a carteira do músico profissional válida em todo o território nacional.

A novidade foi anunciada na manhã de ontem, no Theatro Hélio Melo, pelo presidente no Conselho Regional de Músicos no Acre, Orismar Souza. Ele está há dois meses no Estado trabalhando para fazer com que as ações da Ordem dos Músicos do Brasil funcionem a todo vapor, trazendo benefícios e qualificações aos profissionais locais.

“Quando cheguei aqui vi que a informalidade do músico era de 100%. Hoje já temos pelo menos 70 músicos registrados e pretendemos registrar todos àqueles que ainda faltam em dois meses”, destacou o presidente do conselho.

Segundo ele, a regulamentação da profissão está fundamentada nas portarias 3346 e 3347 de 1986. No entanto, pela ausência de um conselho no Estado a formalidade nunca foi cobrada, e, tampouco, incentivada, já que todos trabalham sem nenhuma dificuldade ligada à ausência de uma carteira profissional.

Para dar um fim na informalidade, o Acre ganhou o conselho, implantado em fevereiro deste ano. A entidade já está presente em quase todos os Estados brasileiros e tem uma série de outras finalidades que ultrapassam o papel de buscar a regulamentação da profissão.

“Nós temos planos de oferecer cursos teóricos no próximo mês para os músicos daqui. Inicialmente queremos trabalhar com o curso básico e com o curso de harmonia. Em seguida vamos aprofundar esse conhecimento”, completou o presidente.

Para apresentar as portarias que regulamentam a profissão, Souza reuniu vários músicos acreanos no Theatro Hélio Melo, os quais puderam tirar dúvidas ainda com técnicos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e da Delegacia Regional do Trabalho (DRT).

 

 
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