COTIDIANO

Governo abre debate sobre sítios arqueológicos do Acre

Encontro vai discutir possibilidade de pesquisa científica dos sítios

 


O governo do Acre realiza no dia 3 de maio, das 8 às 12 horas no auditório do Colégio Barão do Rio Branco (avenida Getúlio Vargas, em frente à Praça da Revolução) o primeiro debate público sobre os sítios arqueológicos em estrutura de terra (antes identificados como geoglifos) descobertos no Vale do Acre. O objetivo é instruir quanto à possibilidade de pesquisa científica e destinação turística dos sítios.

Avaliado como possível a visitação pública, podem ser inseridos nas rotas turísticas existentes no Estado. Serão debatedores representantes do Ministério Público, do Instituto de Proteção do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), historiadores, especialistas em turismo, pesquisadores, entre outros. O paleontólogo Alceu Ranzi, um dos identificadores dos sítios, deve expor suas opiniões sobre o tema.

“Os debates indicarão se os sítios podem ou não ser transformados em atração turística”, disse Libério Souza, gerente de Pólos e Infra-Estrutura da Secretaria de Turismo do Acre, organizadora das discussões.

A denominação geoglifo está sendo substituída pelos estudiosos acreanos. Os sítios são, de acordo com o site www.geoglifos.com.br vestígios arqueológicos representados por desenhos geométricos (linhas, quadrados, círculos, octógonos, hexágonos, etc...), zoomorfos (animais) ou antropomorfos (formas humanas), de grandes dimensões e elaborados sobre o solo, que podem ser totalmente e melhor observados se vistos do alto, em especial, através de sobrevôo.

Geoglifos podem ser encontrados em várias partes do mundo. Os mais conhecidos e estudados estão na América do Sul, principalmente na região andina do Chile, Peru e Bolívia.

As linhas e geoglifos de Nasca, no Peru, são os exemplos mais conhecidos desses desenhos. Os mesmos foram descobertos em 1927, com o advento da aviação comercial. Há alguns anos geoglifos também foram encontrados na região amazônica brasileira. Mais precisamente no Estado do Acre. Foram percebidos em 1977, quando o pesquisador Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira do Rio de Janeiro esteve na região localizando e estudando sítios arqueológicos.

 

 
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Rio Branco-AC, 25 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
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Da Redação
 
 
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