MARCELA BARROZO
Após o sucesso com a exposição no Rio de Janeiro, o fotógrafo Edmundo Caetano, 20, foi convidado para mostrar na Suíça seu trabalho sobre o documentário do novo remédio contra a malária testado em Cruzeiro do Sul. Foram 35 fotografias feitas para a Organização Não-Governamental Drugs for Neglected Diseases Initiative (DNDi), que ficaram expostas na sede do Rio.
Trata-se de uma ONG sem fins lucrativos cujo objetivo é criar e estimular esforços para a Pesquisa e o Desenvolvimento (P&D) de medicamentos para as chamadas doenças negligenciadas, como a doença de Chagas, a leishmaniose, a doença do sono e a malária. Os representantes da entidade, felizes com o resultado do trabalho de Edmundo, fizeram o convite para a exposição na sua sede central, que fica em Genebra (Suíça), ainda sem data prevista.
Durante os dias da mostra – 16, 17 e 18 de abril –, o estande recebeu visitas de vários estrangeiros, durante além do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. O documentário sobre o efeito do remédio também foi lançado na semana da exposição no Rio de Janeiro.
“As fotos e o documentário foram feitos no começo do mês de março”, relata Edmundo, que não vê a hora de embarcar para a Europa. “Estou ansioso, contando as horas. Mas também estou aperfeiçoando o inglês para me sair bem lá”.
Edmundo começou a fotografar profissionalmente aos 14 anos, no estúdio do tio, Edison Caetano, que é uma verdadeira escola de fotografia no Acre. “É um dom de família, eu acho. Meu avô, pai do Edison, era fotógrafo também, assim como a minha tia Eunice”, acredita Edmundo.
O próximo passo do jovem fotógrafo é cursar uma faculdade de Artes Visuais para aprimorar o talento herdado da família, tornando-se assim um profissional de destaque na área. “Sonho em levar o nome do Acre para bem longe, outros países, como Estados Unidos, pela Europa, além do próprio Brasil”, almeja Edmundo.
Sobre a DNDi - A DNDi está sediada no escritório central em Genebra, na Suíça. Na América Latina, o escritório da DNDi fica localizado na cidade do Rio de Janeiro. Há ainda escritórios da DNDi no Quênia, Índia, Malásia e Japão. (http://www.dndi.org.br/Portugues/sobre_dndi.aspx). |