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Mais um dia de greve A greve dos motoristas e cobradores de ônibus entra hoje no seu quinto dia. Uma queda-de-braço entre patrões e empregados emperra as negociações e provoca sérios prejuízos a quem necessita dos transportes coletivos. No horário das 8 às 12 e das 14 às 18 horas, a frota de ônibus da cidade é reduzida pela metade. Ontem, porém, uma luz surgiu no fim do túnel. Pela primeira vez desde o início da greve, os empresários e as lideranças grevistas sentaram para discutir. Apesar da reunião de ontem, o impasse continua. Os empresários retiram algumas propostas da pauta de reivindicações do sindicato e discordam dos valores exigidos para o reajuste, e os grevistas garantem que vão insistir nas negociações sem radicalização. A população espera paciente que tudo se resolva. Paciente em termos, pois quem é obrigado a ficar por horas à espera de um ônibus para ir ao trabalho tem razão de sobra para não ter paciência. O que se espera é bom senso de ambos os lados. Patrões e empregados têm que ceder em alguns pontos para evitar que o prejuízo seja maior, pois não há dúvida de que as empresas estão perdendo receita, mas os funcionários também sofrem com o desgaste de uma greve que muito se alonga. |
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