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Representante do FMI elogia valorização do real frente ao dólar Para Max Alier, valorização reflete o bom desempenho da economia |
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Brasília - O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Brasil, Max Alier, comentou ontem, após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que a valorização do real frente ao dólar reflete a boa performance da economia brasileira. Alier acompanha missão do fundo que está no Brasil desde o dia 21 para cumprir a agenda anual de avaliação dos números da economia brasileira. “A economia brasileira tem fundamentos muitos sólidos, tem melhorado expressivamente nos últimos anos, e isso tem refletido em muitas dimensões”, disse. Ele citou entre os pontos favoráveis que têm provocado a entrada de dólares no Brasil, o preço das commodities no mercado internacional, setor em que o Brasil é um grande exportador; a entrada de investimento estrangeiro direto e a redução da dívida pública. “Além disso, a composição da dívida tem melhorado expressivamente, o risco país tem caído muito fortemente. Todos esses eventos favoráveis levam os investidores a quererem investir no Brasil. A apreciação do câmbio reflete a melhora da economia”. Ele não quis arriscar um piso ideal para o valor do dólar. E elogiou a atuação do Banco Central, que diz respeito tanto à política cambial quanto ao controle da inflação. “O Banco Central tem sido muito bem sucedido ao levar a inflação do Brasil ao nível de países desenvolvidos. Neste momento o Brasil tem um nível de inflação comparável com os países industrializados”, disse. Sobre a taxa básica de juros (Selic), um dos instrumentos utilizados para o controle da inflação e que também contribui para a entrada de moeda estrangeira, Alier disse que “o Copom é que tem as melhores informações para decidir sobre o ritmo do corte de juros”. O representante do FMI comentou ainda que a melhora na avaliação do Brasil pelas agências de classificação de risco representa o reconhecimento dessa melhora na economia. Ele também elogiou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que considera ser “muito importante” para o crescimento do país. Indagado sobre o que, no Brasil, pode preocupar, ele citou a necessidade de realização das reformas tributária e previdenciária. E citou o Fórum Nacional da Previdência como um exemplo de que o país está disposto a promover mudanças. (Agência Brasil) |
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