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Saúde e educação reduziram diferenças regionais, diz IBGE Avaliação foi feita em relação aos últimos dez anos |
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Rio de Janeiro - O Índice de Desenvolvimento Social (IDS), lançado ontem (24) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), constata a evolução dos indicadores sociais brasileiros nos últimos dez anos, devido a melhorias nas áreas de educação e saúde. Segundo o superintendente da Secretaria de Assuntos Econômicos do BNDES, Ernani Torres, a análise do período mostra que a renda se manteve sem grandes alterações, enquanto houve um salto significativo nas duas áreas, explicado pela adoção de políticas públicas continuadas e intensificadas ao longo do tempo. “O que é muito bom, porque mais do que o Brasil só melhorar, diminuíram as diferenças dentro do Brasil”, disse. Ele explicou que essa melhoria contribuiu para reduzir a dispersão das condições sociais brasileiras. O estudo mostra que as cinco regiões, que eram definidas em 1995, evoluíram para apenas duas. “Do ponto de vista regional, que é o ponto central do IDS, havia cinco Brasis e todos melhoraram. Mas os que estavam pior melhoraram mais do que aqueles que estavam em melhor situação - houve uma convergência: Sul, Sudeste e Centro-Oeste se aproximaram muito, o Norte teve uma performance não muito boa e o Nordeste, um desempenho espetacular, mas muito baixo ainda. É como se tivéssemos caminhado para dois Brasis, e não cinco”, informou. Em relação à renda per capita da população, os economistas do BNDES observaram, porém, que houve redução entre a população ocupada, devido a fatores macro-econômicos, como as sucessivas crises internas e internacionais, e à desvalorização cambial, que tiveram impacto na taxa de inflação. Na avaliação de Ernani Torres, “agora, com a perspectiva de crescimento da economia de forma mais sustentada, a renda atuará de maneira mais positiva”. Um dos principais problemas constatados pelo IDS-BNDES refere-se à coleta e tratamento de esgoto. Segundo o economista, a intensificação dos investimentos em saneamento básico é o caminho mais eficaz para o incremento do desenvolvimento social no país. “Quando se tenta entender as desigualdades regionais, a rede de esgoto é o indicador que tem a maior dispersão. Entre as regiões mais atrasadas e as mais adiantadas, a diferença é de um para dez. Quando se encontram alguns indicadores de saúde e educação, a proximidade é muito maior. Então, se há preocupação em tornar mais igual a questão social no Brasil, esgoto e água são certamente uma área onde a ampliação dos serviços terá impacto muito maior do que em outras áreas”, disse. Ernani Torres disse acreditar que dentro de dois meses será divulgada a segunda análise do IDS-BNDES, referente às condições sociais nos estados brasileiros. (Agencia Brasil) |
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