VARIEDADES

Marupiara Jabuti-Bumbá no Encontro Nacional de Folguedos

Cedida
Jabuti-Bumbá participou do I Encontro
Sul-Americano de Culturas Populares


Expressividade cultural autêntica da arte popular o Marupiara Jabuti-Bumbá nasceu em 2005 em Rio Branco (AC) tendo como criadores os Farias, família de artistas com forte relação com a cultura popular. Com apenas dois anos de estrada o Jabuti já mostra sua força como folguedo popular participando de vários eventos nacionais como o I Encontro Sul-Americano de Culturas Populares, que deu uma maior visibilidade ao grupo e contribuiu para que ele fosse convidado a participar do XXXI Encontro Nacional de Folguedos do Piauí, de 16 a 21 de junho de 2007, em Teresina. No evento que costuma reunir cerca de 2.500 brincantes e 250 mil pessoas a participação do Jabuti Bumba conta com o apoio do governo do Estado, por meio da Fundação Elias Mansour.

“O Jabuti se mostrou para o mundo com o Encontro Sul Americano e a internet, isso mobilizou a curiosidade de quem aprecia a cultura popular. Outro fator é a beleza estética do próprio ícone, suas cores. Como ele vem da Amazônia e canta a luta pela preservação foi um apelo muito positivo para mostrar sua arte no encontro em Teresina. Ele é um símbolo dessa luta, um ícone de resistência”, explica Silene Farias, uma das produtoras do grupo.

No Encontro de Folguedos que reúne apresentações culturais e artísticas envolvendo as expressões populares que são produzidas pelo Brasil afora, o Jabuti Bumba fará uma apresentação de 30 minutos priorizando a música que narra o causo de Nossa Senhora Seringueira apresentada na minissérie Amazônia de Galvez a Chico Mendes e a composição Sacode a Saia: “A mata tá caindo, a derrrubada tá demais, proteja o jabuti e todos os animais. Da minha carne ninguém vai fazer cozido e no meu casco ninguém vai fazer farofa.Não teima, não teima, não teima que eu tenho reima, não teima, teimoso, não teima que eu sou reimoso”. Artistas populares e grupos de brincantes são as principais atrações do Encontro que reúne gêneros e expressões tradicionais como o Reisado, Bumbá-Meu-Boi, Coral dos Vaqueiros, Quadrilhas, dentre outras.

“Nós somos um apanhado dessas manifestações, Bebemos dessa rica fonte. É importante nossa participação, o intercâmbio enriquece nossa própria brincadeira. Com certeza será um mosaico a mais no casco do Jabuti Bumba Marupiara”, diz Silene.

Cantos ao meio ambiente e a cultura que vem da floresta

Com a proposta de alertar a comunidade sobre a degradação do meio ambiente principalmente em relação às queimadas que destroem o solo e as nascentes, o alerta do Jabuti chega por meio de seus cantos e versos: ‘sou manso não gosto de confusão, mas viro bicho brabo quando vejo a mata derrubada, o fogo se alastrando pelo chão destruindo nossas nascentes e o solo fértil da nação’.

“O Jabuti traz ainda em seu bojo a cultura popular dando visibilidade ao que o Acre possui de expressivo como os bailados e ritmos do Santo Daime e nossas histórias entre elas, a Nossa Senhora Seringueira, os lendários Padre José e Peregrino. Bebemos da fonte dessas referências, dos causos, além de reverenciarmos Chico Mendes, Hélio Melo e Matias na lovuvação: ‘Viva Chico e Hélio Melo, viva a floresta viva, viva Matias e o teatro popular, viva o Jabuti Bumba’”, comenta a produtora.

O Acre com seu Jabuti Bumba comprova ser um caldeirão de magia e histórias encantadas. (ASSESSORIA FEM)

 
 
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Rio Branco-AC, 25 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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