Um caos sério
Rio Branco, a capital do Acre, tem uma população inferior a 320 mil habitantes e cerca de 80 mil veículos circulando por suas ruas estreitas. Numa estatística mais grosseira, pode-se afirmar que cada grupo de quatro pessoas é proprietária de um veículo automotor. Essa média encolhe sem parar, já que, de acordo com estatísticas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), todos os dias são emplacados 40 automóveis, quase dois por hora.
Quem sai de casa percebe que as filas de veículos não andam, e que na tentativa de escapar de todo aquele estresse do trânsito, os condutores optam pela opção errada, como ultrapassar na contramão, desrespeitar sinal vermelho e faixa de pedestre, subir em calçadas e buzinar, causando irritação até nas pessoas mais serenas.
O que os condutores conseguem com isso, porém, é provocar mais congestionamento, mais acidentes e mais atrasos. Se o tempo de cada sinal fosse respeitado, por exemplo, cada fila fluiria em ordem. Porém, ainda falta consciência para entender que é assim que o trânsito funciona.
Segundo o diretor do Detran, Cezário Braga, a maioria dos 1.500 acidentes de trânsito registrados somente este ano tem como causa a imprudência. Cezário lembra que um dos maiores agravantes é a frota de veículos que o Acre suporta hoje: 100 mil, oitenta por cento deles em Rio Branco. O montante já extrapola a capacidade das vias e, por esse motivo, aliado à imprudência, acidentes são provocados com mais facilidade.
Medidas vêm sento tomadas no sentido de atenuar esse que é um dos problemas mais preocupantes do mundo moderno em todos os países do mundo. |