COTIDIANO

Plano Nacional de Recursos Hídricos

Com propostas em mãos, representantes da Secretaria de Recursos Hídricos vieram ao Acre apresentar novo modelo para a preservação da água

 


Renata Brasileiro

Uma série de acontecimentos históricos nacionais e internacionais ocorrida nos últimos anos trouxe significativas contribuições para a implementação da política e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos no Brasil.

Essa política, agregada a um novo modelo de preservação da água, foi apresentada ontem às instituições locais que lidam com a questão ambiental no Acre. A novidade foi trazida pela Secretaria Nacional de Recursos Hídricos, por meio do coordenador nacional, Luiz Augusto, que explicou e demonstrou como o Estado pode encabeçar um processo eficiente de preservação deste recurso, evitando que a escassez um problema para as próximas gerações.

“Em nossos levantamentos constatamos que a região amazônica possui cerca de 12% de reserva de água existente em todo o mundo. A região concentra ainda 74% da reserva brasileira. É um volume grande de água, mas se não for preservado o seu futuro será a escassez”, destacou o coordenador.

Uma solução simples e de grande valor, segundo ele, seria suprir as duas maiores carências da região: distribuição de água potável para a população e tratamento adequado do esgoto. As duas medidas garantem melhoria de vida para as pessoas e a despoluição das bacias, destaca ele.

“Com este tratamento é possível iniciar um trabalho de despoluição das bacias da região Amazônica, certos de que elas permanecerão limpas, já que não haverá mais despejo de resíduos nas águas”.

Este é um problema enfrentado pela região norte como um todo. Entretanto, cada Estado possui suas peculiaridades, segundo a gerente da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, Magali Medeiros.

No Acre, por exemplo, as várias consultas realizadas mostram que o maior problema é a seca dos rios em alguns municípios, sempre na época denominada verão acreano.

Ela explica que essas secas estão ligadas ao desmatamento da mata ciliar, que ocasiona o desbarrancamento ao longo dos afluentes. “A solução nesse caso seria recuperar a mata ciliar e educar a população em geral, mantendo-as informadas sobre a importância de preservar essa floresta que existe às margens do rio. Acredito que essa seja a nossa grande prioridade para então contribuirmos para a preservação dos recursos hídricos”, enfatizou.

Macrodiretrizes - Alguns conjuntos de macrodiretrizes foram lançados dentro do livro “Plano Nacional de Recursos Hídricos”, produzido a partir dos levantamentos feitos da situação brasileira com relação a água.

Dentre elas, o livro destaca a promoção da gestão conjunta com outros países, de rios fronteiriços, o estabelecimento de uma agenda de cooperação científica e tecnológica com os países fronteiriços e promoção de ações de fiscalização segundo uma abordagem sistêmica, planejada por bacia hidrográfica.

A obra defende ainda a produção de conhecimento e estímulo a inovação tecnológica, visando proporcionar a gestão às demandas e o aumento da oferta de água, contribuindo, ainda, para assegurar o uso deste recurso em padrões de qualidade e quantidade adequados às necessidades.

 

 
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