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Volume de dólares no Brasil é “absolutamente anormal”, diz diretor

 

 

Daniel Lima

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se ontem com empresários que vieram a Brasília reclamar do impacto da valorização do real sobre as exportações e propor alternativas.

Um deles é o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Roberto Giannetti da Fonseca. Ele informou que foram discutidos no encontro o fluxo de capitais [entrada e saída de moeda estrangeira] e o “volume absolutamente anormal” de dólares na economia nacional.

O diretor contou apenas que foi pedida ao ministro a revogação da isenção do Imposto de Renda sobre capitais externos para investimentos em títulos públicos, como forma de reduzir a entrada de dólares no país.

O Banco Central já tinha comprado, até o início de maio, um volume de dólares superior aos US$ 34 bilhões de todo o ano passado.

Segundo Giannetti, a preocupação com a valorização do real ocorre porque os produtos brasileiros estão cada vez mais caros, com prejuízos para as exportações. “Estamos com dificuldade para manter os nossos produtos no mercado internacional e o governo tem que ter consciência do que está acontecendo para ajudar a superar essa fase”.

Ele, no entanto, não quis adiantar que outras idéias foram apresentadas ao ministro Guido Mantega. “Há várias propostas e não cabe ficar discutindo aqui uma por uma porque não existe uma solução mágica. Não gostaríamos de discutir as medidas porque estão em fase incipiente”.

De acordo com Mantega, também foram discutidos a reforma tributária e o crédito-prêmio IPI, benefício instituído em 1969 para incentivar as exportações de produtos industrializados, permitindo que empresas compensassem o IPI recolhido através de créditos no mercado interno. Mas que foi abolido recentemente pelo Superior Tribunal de Justiça.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, afirmou que não foi tratado nada de novo no encontro sobre a reforma tributária, mas afirmou que quanto ao crédito-prêmio IPI, existe uma tensão que precisa ser solucionada de forma equilibrada. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 25 de julho de 2007
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Com Moisés Alencastro
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