POLÍTICA

Encontro Nacional de Gestores

Representantes de todo o país se encontram no Acre para discutir a distribuição de recursos para Educação Profissional


Gestores de vários Estados participam do encontro.

Val Sales

Teve início ontem, no auditório do Centro de Educação Profissional em Serviços Campos Pereira, o Encontro do Fórum Nacional de Gestores Estaduais de Educação Profissional. Durante quatro dias, os representantes do Acre e demais Estados do país, assim como representantes do Ministério da Educação (MEC), irão discutir os critérios para o Edital dos Recursos Federais para a Educação Profissional das Redes Estaduais de Ensino/2008.

A programação inclui as seguintes pautas: promoção da integração e o debate, junto ao Ministério do Trabalho e Renda, referente à Certificação Profissional, dar sustentação ao debate sobre a criação do Fundep - Estados e federal, e subsidiar Estados na organização das Audiências Públicas - Fundep. O fórum, uma organização voltada para a promoção e a integração dos gestores estaduais dessa área de ensino, foi criado em novembro de 2005 e é composto pelos representantes oficiais das secretarias estaduais de Educação e de Ciência e Tecnologia.

Ele é responsável por representar os interesses da sociedade em geral, no sentido de propor uma política nacional para a Educação Profissional e buscar condições adequadas para seu desenvolvimento. O diretor-presidente do Instituto de Educação Profissional Dom Moacyr e Coordenador da Região Norte na Comissão Nacional do Fórum, Iraílton Lima, lembrou que dos centros que existem hoje no Acre, três deles foram financiados pelo MEC. Para Iraílton, o evento é uma oportunidade de expandir a rede de educação profissional, para que ela chegue a mais regiões do interior.

“A expectativa é que nesse encontro sejam discutidos os critérios para a aplicação dos recursos e a forma de acesso pelos Estados. O Ministério da Educação lançou recentemente o Plano de Desenvolvimento da Educação, cuja meta é expandir a educação profissional em todo o país”, completou.

Ele ressaltou que o Acre cuidou em primeiro lugar de tentar posicionar as unidades de educação profissional, segundo a necessidade do desenvolvimento do Estado. Também lembrou dos investimentos na área da educação profissional e dos setores que funcionam tendo como foco a formação efetiva dos jovens para o mercado de trabalho.

“Acre é destaque no esforço da educação”, diz representante do MEC

O diretor de Articulação Institucional do MEC, Irineu Colombo, ressaltou que, dentro do quadro nacional de comparação entre os Estados, o Acre se encontra em um patamar elogiável. De acordo com Irineu, o Estado mantém uma série de escolas com cursos profissionalizantes, voltadas para as peculiaridades regionais, seja na questão do eco-turismo ou no cuidado com as florestas. Afirmou ainda que é preciso avançar mais e que esse é o desafio de todos.

“Nesse sentido, para nós, o Acre está de parabéns. O MEC o vê como um Estado que pode ser exemplo a ser seguido por outros. O Acre, o Paraná e o Rio Grande do Sul são alguns do Estados que se destacam na vontade e no esforço da educação profissional”, ressaltou.

O representante do Ministério da Educação lembrou ainda que a presença do órgão no Acre possibilita a discussão com os gestores estaduais sobre a definição de uma agenda para a educação profissional. Segundo ele, o MEC está disponibilizando para os próximos quatro anos R$ 600 milhões a serem divididos entre os Estados e mais R$ 200 milhões para os municípios. O montante tem como endereço à educação profissional e é durante a reunião que serão definidos os critérios de distribuição desses recursos.

“Nós não queremos concentrar renda em poucos Estados, mas espalhar para todo o Brasil. Também queremos, na medida do possível, que os recursos que cheguem aos Estados sejam revestidos em matrículas para a educação profissional. Queremos que o sistema, seja estadual ou municipal, passe a criar e reformar suas escolas atuais, mas, sobretudo, matricular alunos na educação profissional”.

Preparação para a vida

Irineu Colombo explicou que o investimento na formação profissional dos jovens deve ser mais amplo, isto é, deve ser uma preparação para a vida. O representante do ministério lembrou ainda que o público alvo desses cursos pode continuar no Ensino Superior, e ao mesmo tempo, estar preparado para o mundo do trabalho.

“O mundo do trabalho é um conceito mais abrangente porque é a preparação para a vida, e não só um curso de preparação da mão de obra, porque isso não prepara para a vida. A preparação, muitas vezes, dá uma realidade momentânea, sendo que o jovem aprende uma atividade e se ela se extinguir ele terá dificuldades de recolocação”, acrescentou.

De acordo com Colombo, em quatro anos haverão financiamento para a estrutura das escolas, salas de aula, laboratórios e computadores entre outros, sendo que o Estado ou município darão os professores e farão a certificação. “Com isso, pretendemos alavancar novamente o ensino técnico e profissional no Brasil”.

Avanços na educação do Acre

A secretária de Estado de Educação, Maria Correia, ressaltou que o Estado, nos últimos oito anos tem trabalhado com uma política focada nos resultados, seja na Educação Básica – do infantil ao médio, seja na educação profissional, que é o objeto do evento em curso. “O Acre deu passo significativo de melhoria na educação desde 1999. Melhorou não só as condições físicas dos prédios, porque isso também é importante, mas o fundamental, que é o investimento nas pessoas que trabalham nessa instituição”, declarou.

A secretária afirmou ainda que a formação inicial e a formação continuada têm sido eixos da educação nesse período e que, para garantir qualidade na “ponta”, para que o aluno tenha sucesso, e de fato aprenda, é preciso fazer também um investimento naquele que trabalha na formação. “Temos programas, tanto em parceria com a UFAC, como com a UNB para formar no curso de graduação os nossos servidores, de modo que até 2010 teremos todos os professores formados em nível superior”.

Educação, menina dos olhos do governo – A secretária Maria Correia disse que o governador, que já foi secretario de educação, colocou o setor no patamar em que hoje se encontra com um projeto claro para a educação no Estado. Para ela, o passo agora é aprofundar e consolidando o que foi iniciado, fazendo, com que de fato, o ensino no Acre cresça cada vez mais. “Hoje já temos motivos para nos orgulhar, e certamente teremos muito mais, na medida em que temos um governador que foi secretário. Ele tem sensibilidade para isso e é uma área fundamental, não só para o município, mas para o Estado e o país”.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 25 de julho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A

 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE 20
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL