COTIDIANO

Ibama apreende 177 metros cúbicos de madeira

Caminhões com três espécies madeireiras vinham de um projeto de manejo situado em terras rondoniense e amazonense

 


Renata Brasileiro

Uma operação desencadeada na Ponta do Abunã resultou em uma grande apreensão de madeira no fim da tarde de quarta-feira. Um caminhão e três julietas carregados com as espécies cumarú-cetim, cedro e ipê vinham de um projeto de manejo localizado na região pertencente a Rondônia e Amazonas quando foram abordados por fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os motoristas não possuíam documentação para o transporte da madeira e tiveram que abandonar a carga, trazida ainda na quarta à Rio Branco pela equipe que trabalhava na operação.

Até o fechamento desta edição, o responsável pela madeira ainda não havia sido identificado. O superintendente do Ibama, Anselmo Forneck, disse que a quantidade de madeira derrubada enquadra o responsável em uma multa grave, estipulada em R$ 85 mil.

O infrator terá de pagar também o transporte dos caminhões do local de abordagem até o 7o Batalhão de Engenharia e Construção (7o BEC), onde ficarão até uma decisão legal sobre a destinação da madeira. Até lá, é o próprio batalhão que ficará como fiel depositário do carregamento.

Forneck frisou que a operação conta com o apoio da Polícia Federal e do Pelotão Florestal. Já faz uma semana que a equipe trabalha na Ponta do Abunã, enquanto outras desenvolvem ações semelhantes em Boca do Acre e na Serra do Divisor, mais especificamente na fronteira do Brasil com o Peru.

Nesta última região é que toda atenção deve ser constante, segundo o superintendente. Já são muitas as ocorrências de peruanos que invadem o parque ambiental em busca de madeira. O problema dura pelo menos dez anos.

“Ontem mesmo uma equipe do exército desceu de rapel na Serra do Divisor para checar a existência de três acampamentos peruanos, identificados por sobrevôos. A equipe irá proceder seu trabalho na região até domingo”, enfatizou.

Prejuízo contabilizado

De acordo com o coordenador do Prev Fogo, Diogo Selhorst, as equipes em ação também têm utilizado bastante as imagens de satélite brasileiro, cujas informações são disponibilizadas pelo INPE, na Internet. As áreas desmatadas são identificadas através de comparativos entre imagens de 2004 e 2006. As análises estão sendo feitas com cuidado, mas de antemão, ele anunciou que só na região de Extrema há 170 polígonos, que representam proporções maiores que 50 hectares de desmatamento.

 

 
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Rio Branco-AC, 25 de agosto de 2006
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