OPINIÃO
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Regina Lino *

 

 

Tião Viana, histórias do coração...

É meu coração que gosta do Tião Viana, dizia-me Beata, ex-militante do PMDB, enquanto esperávamos começar a reunião.

- Tu tá ouvindo, Regina?

É o meu coração que gosta dele, insistia, gesticulando e tocando o lado esquerdo do peito, com sua mão gordinha para reafirmar sua afeição.

- Tu tá entendendo?

- Sim, posso compreender sobre o que você está falando.

Tarde da noite, ao chegar em casa, lembrando-me das atividades que participei durante o dia, já mais calma, comecei a pensar sobre aquelas palavras e tentei descobrir a diferença que há entre admirarmos alguém e, o nosso coração amar e admirar uma pessoa. A partir dai começo a compreender as razões de tanta gente referir-se ao senador Tião Viana sempre com gratidão e um sentimento especial.

Recordei-me que quando estive em São Paulo, recentemente, um dos médicos do Hospital das Clínicas que assistia um parente bem próximo, ao saber que éramos do Acre, nos perguntou se conhecíamos o senador acreano e passou a elogiar sua atuação no Congresso Nacional e o apoio que dava às instituições brasileiras ligadas a saúde.

- O senador parece ser um homem muito humano e nem imagina que suas ações são monitoradas por nós, médicos desse hospital, disse-nos ele.

Testemunhando o esforço que o senador Tião Viana faz em Brasília, empenhando-se na aprovação dos projetos encaminhados pelas prefeituras acreanas, através da Associação dos Municípios do Acre – AMAC, e do governo do Estado, assim como, a luta que trava com a Bancada Acreana pela liberação de recursos junto aos órgãos federais, sem discriminação, e seu tenaz esforço em conciliar diversas atividades para as quais foi chamado a assumir, seja como representante do Acre, vice-presidente do senado, conselheiro e defensor do governo do presidente Lula ou dedicado médico e amigo, que, apesar de tantas responsabilidades se dispõe sempre a ouvir e ajudar aqueles que falam de sua dor, impressionou-me o reconhecimento daquele médico a um homem público, quando supunha estar distante de nossa gente.

Ao chegar com minha filha caçula, Luisa Amélia, ao restaurante Inacio’s, em um domingo quente, escaldante, encontro Tião Viana acompanhando de seus pais, conduzindo pacientemente sua mãe para em seguida acomodá-la no carro.

Ali, nos falamos e pude observar com meu coração comovido quantos filhos atentam ao mandamento de amar e honrar pai e mãe.

No entanto, a dedicação de Tião para com aqueles que dele precisam, extrapola a sua condição de filho, irmão, que com tanto amor e como grande guerreiro cuidou de Wildinho, que permanece ao lado de Jorge Viana como incondicional parceiro e ainda incansavelmente, doa-se abraçando com seu coração os que vivem na periferia de Rio Branco e no interior do Estado. Sua compaixão manifesta-se na face do Hospital Souza Araújo, Santa Juliana, na Construção do Hospital do Câncer, Hospital do Idoso, na busca de condições adequadas para a realização de transplante dos rins e tantas outras intervenções positivas que fazem parte de seu cotidiano.

Posso entender quando Beata de temperamento agitado, agoniado, pára e diz: é meu coração que gosta dele, sabe Regina?

Claro, além de compreender Beata, também compreendo as observações feitas pelo competente médico de São Paulo, e D. Iva e sua irmã, moradoras da Cadeia Velha, numa prosa na varanda da casa de D. Rosita Bayma em que afirmavam: Ah, homem bom, irmã Regina! Que coração ele tem! E pra completar tem um assessor por nome Júnior que é uma benção.

Tião Viana que se tornou importante para o Brasil, que é tão necessário para o Acre, segue com passos firmes, persistentes, confiantes como um missionário transformando histórias dramáticas em esperança porque tem um coração valente e solidário que a cada dia se revela especialmente aos homens e mulheres que acreditam em quem age com o coração.

POR TODAS ESSAS RAZÕES O ACRE CLAMA O SEU RETORNO COMO SENADOR.

* Socióloga e Assistente Social

 
 
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Rio Branco-AC, 25 de agosto de 2006
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