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Sejusp amplia atuação no interior Secretaria de Justiça intensifica operações em Porto Acre. Provida é implantado na Vila do V |
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A crescente onda de violência na região do município de Porto Acre, distante de Rio Branco cerca de 60 quilômetros, levou o governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança (Sejusp) a implantar na Vila do “V”, a 6ª Unidade fixa do Programa de Proteção a Vida – PROVIDA. Além de readequar as instalações da sub-delegacia do Projeto Humaitá, onde funcionará uma unidade integrada das Polícias Militar e Civil. O programa é uma exigência do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) do Governo Federal e está sendo implantado em todas as unidades da Federação. Cabe às secretarias estaduais de Segurança Pública adequar os benefícios do programa as realidades locais. No Acre, o secretário de segurança Antônio Monteiro tem priorizado às comunidades com maiores dificuldades de acesso aos serviços públicos, notadamente na área de segurança. De acordo com esses critérios estão em funcionamento quatro bases do Provida em Rio Branco, mais precisamente nos bairros: Seis de Agosto, Floresta, Calafate e na Avenida Ceará. Além de uma no Município de Sena Madureira e a de Porto Acre. Para o secretário, a instalação do Provida na região de Porto Acre, juntamente com implantação da Unidade Integrada de Segurança Pública, tem o objetivo de aumentar a atuação das polícias Militar e Civil na proteção aos moradores da Vila do V, Incra e dos muitos projetos de assentamento existentes na região. “Essa região é muito complexa e de difícil atuação das policiais, por isso escolhemos o município para ser um dos primeiros a ser atendidos”, explica. A instalação do Programa Provida e do trabalho integrado das Polícias foi motivo de alegria para o vice-prefeito, Francis Alves Rabelo. Segundo ele, o município tem nove projetos de assentamento, três áreas urbanas (Vila do V, do Incra e a sede) e três grandes invasões, no lado Amazonense, cujos problemas sociais acabam sendo absorvidos por Porto Acre. “A instalação do Provida, assim como todos os investimentos na parte física e humana, mostra a preocupação do governo do Estado com a comunidade de Porto Acre e nós só temos a agradecer por isso”, afirma. O QUE É O PROVIDA? O Programa de Proteção à Vida (Provida) nasceu com a proposta é implementar ações integradas de prevenção à violência. Proporcionar melhor acesso da população dos bairros aos serviços prestados pela segurança Pública, descentralizar o trabalho da delegacia através da mediação de conflitos e reduzir o tempo de espera do atendimento policial e, consequentemente, o risco de morte em casos de emergência mediante a prestação dos primeiros-socorros para vítimas de mal súbito e acidentes etc. A proposta original do Provida é instalar tendas em locais previamente monitorados como gestores de maior violência dentro de uma comunidade. Nas tendas (bases), policiais civis e militares, trabalharão integrados no policiamento ostensivo e preventivo, além de bombeiros militares que atuarão especificamente no atendimento de ocorrências que exijam aplicação de primeiros-socorros e na prevenção de enfermidades comuns, como a hipertensão. As bases do Provida são equipadas com viaturas e materiais para o atendimento à população, interagindo com associações, comerciantes e igrejas. Tão logo cessem as hostilidades e os gestores da segurança avaliam não haver mais necessidade, a presença do aparato policial é direcionada para outra comunidade. No caso das bases fixas eles atuam indefinidamente com maior eficiência, em substituição às antigas sub-delegacias. Grande operação policial na região - Segundo o Secretário Antônio Monteiro, a região do município de Porto Acre vem sendo monitorada desde a semana passada por uma equipe de investigadores. Ainda nesta semana, equipes do Esquadrão Águia e da Companhia de Operações Especiais (COE) estarão desencadeando uma grande operação em Porto Acre, baseada nas informações levantadas pelo reservado da Polícia Civil. Para subdelegado da Vila do “V”, Alberto Borges, há fortes indícios de que a região venha sendo rota de fuga de foragidos, que, por conta da proximidade com o estado do Amazonas (apenas 50 KM), utilizam o Projeto Tocantins para se esconder e depois fugir para Manaus. “Além dos bandidos utilizarem a região como refúgio, temos também outros problemas relacionados à segurança. O alto índice de consumo de bebidas alcoólicas é responsável por boa parte deles. 90% dos Boletins de Ocorrência são de ameaças de morte”, conta. Segundo Monteiro, nos próximos dias a sociedade tomará conhecimento de bandidos que estariam atuando na região, comprando e vendendo motos e carros roubados nos ramais e projetos de assentamento. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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