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Tânia Rocha * |
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Não cansamos de ouvir que a humanidade passa por mutações, a natureza, os seres humanos, enfim na política não é diferente, precisamos de mudanças urgentes. Há um grande abismo entre a palavra e a ação quando se diz respeito à política. Precisamos de uma reforma política que cure o mal pela raiz e não pelo caule, como pensa alguns. Enquanto esta lagarta não se transforma em borboleta para trazer mudanças benéficas para o país, ficamos com este superávit que tira de nós o sorriso, quando os pais não podem pagar o colégio dos filhos, nem as mães podem ter um melhor futuro como profissionais com tantas contas a pagar, atingindo idosos e crianças e jovens. Apesar de constar na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) um superávit de 4,25%, vemos a cada dia juros exorbitantes de uma dívida externa que suga dos brasileiros a oportunidade de melhores dias. Se fosse colocado na prática este superávit, teríamos uma redução de gastos de cerca de três trilhões ao país, o que significaria aumento para as verbas na educação, na saúde, no meio ambiente, na economia, na agricultura, na reforma agrária, enfim teríamos condições de ver projetos que estão só no papel por falta de verbas, tornarem-se realidade. O Brasil sofre pela ausência de ética da maioria dos políticos brasileiros, apesar de termos um pequeno trigo neste meio. É lógico que o estrago que o joio causa, é tão grande que sobra para quem faz a diferença. A maioria dos brasileiros coloca quase todos numa vala comum, já que são tantas denúncias, compra de votos, mensalinhos, “mensalões”, a começar da forma que a maioria dos parlamentares é eleita. Gastam com campanhas milionárias, shows com artistas famosos, outdoors, brindes, verbas ilícitas, financiamentos públicos e privados para depois serem ressarcidos com licitações ilícitas, e tantas outras formas aéticas de fazer política. Isso tem que mudar, na palavra e no papel, a forma de fazer política e de eleger os representantes do povo brasileiro, que já não agüenta mais tantos escândalos e ver o país minguar com jovens que não têm oportunidade de emprego e vêem muitas vezes nos vícios, na violência, uma forma de se rebelar contra toda sorte de miséria que assola o Brasil. A política tem que deixar de ser essa lagarta que se alimenta do melhor do solo brasileiro e ser uma borboleta dando liberdade para o brasileiro viver com dignidade no seu próprio solo. * Jornalista e poetisa (autora dos livros “Imaginação à Solta” e “Verbo Amar” e do CD musicado Verbo Amar) |
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