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POLÍTICA

Prefeitura remove cinco famílias e desmonta casas no Preventório

Remoção foi feita devido ao risco iminente de deslizamento de terra

Rafael Bonamim
Moradores aceitaram com naturalidade
a demolição das casas


Resley Saab

Elifas Batista do Nascimento, de 74 anos, (na foto abaixo) retirava o seu último bem, um registro de energia, quando os agentes da Prefeitura de Rio Branco chegaram para desmontar sua casa, a de número 801, na Rua Rio Grande do Sul. A casa dele é uma das cinco retiradas hoje com urgência, por causa do risco iminente de deslizamento de terra no bairro Preventório. Em pouco mais de 48 horas, a erosão tragou a terra do lugar deixando as moradias à beira de um abismo de mais de quatro metros.

O deslizamento deixou os barrotes de sustentação enfraquecidos, potencializando os riscos de uma tragédia e justificando as ações do Município, que enviou agentes da Assistência Social e da Secretaria de Serviços Urbanos para ajudar na remoção dos 18 moradores em risco. A organização é feita pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil. Primeiramente, todos serão acomodados em casa de famílias, enquanto que nesse meio tempo a prefeitura analisa como eles serão abrigados definitivamente.

“Havia uma situação de emergência naquele lugar e por isso mesmo, resolvemos nos antecipar, mantendo sempre o controle da situação como a prefeitura sempre vem fazendo”, explicou o secretário Municipal de Governo, José Fernandes do Rego.

A decisão pela remoção foi aceita com naturalidade pelos moradores. Manoel de Jesus Rodrigues, 35 anos, afirma que já estava passando da hora de sair. “Isso aqui não é lugar digno de nenhuma família morar. Só não tínhamos saído antes porque não encontrávamos segurança de que mudaríamos para melhor”, afirma ele, que morava com a esposa e os dois filhos.

A casa de Vilma da Silva Rodrigues, 37 anos, oito deles vivendo à margem do barranco, foi uma das mais atingidas pela erosão. Conforme os técnicos da Defesa Civil, poderia despencar a qualquer momento, sobretudo, quando a chuva começa, amolecendo o barro sob a construção. “Agora, eu, meu filho e meu maridos ficaremos muito mais seguros. Vai ser um alívio sair daqui”, dizia.

No caso de Elifas do Nascimento, o morador já mencionado anteriormente, ele pretende se tornar horticultor no bairro Belo Jardim. “Comprei uma área e vou me mudar com a esposa para lá. Vou fazer uma horta lá, onde estarei mais seguro e feliz”.

Há cinqüenta anos, a rua Rio Grande do Sul era um importante acesso de Rio Branco, inclusive como corredor de ônibus coletivo que servia ao bairro Aeroporto Velho. Ali, o curso natural do rio Acre se acentua para direita formando a chamada Volta Seca, que ao longo do tempo vem sendo escavada naturalmente pelo fluxo das águas. A maior parte da área do bairro Preventório é considerada de risco e somente a adoção continuada de políticas públicas para a retirada desses moradores, impedindo também o retorno, deve acabar com o problema de uma vez por todas. É nesse sentido que a administração do prefeito Raimundo Angelim está trabalhando, em conformidade com o novo Plano Diretor da Cidade.

 
 
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Rio Branco-AC, 26 de janeiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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