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POLÍTICA

Advogado diz que não cometeu ilegalidade

Gumercindo Rodrigues garante que fez negócio com a Justiça do Trabalho e critica citações feita por índios

Marcos Vicentti
Advogado relata que esteve aberto
para negociações com os índios,
mas nunca foi procurado


Whilley Araújo

O advogado Gumercindo Rodrigues, que arrematou o prédio onde funcionava a antiga sede da União das Nações Indígenas (UNI) em um leilão da Justiça do Trabalho, garante que não fez nenhum negócio com os índios e deseja apenas que a Justiça cumpra sua parte, concedendo o bem que foi pago por ele, no valor de R$ 32 mil.

“Não cometemos nenhuma ilegalidade, apenas arrematamos um bem que foi levado a leilão pela Justiça do Trabalho e pedimos o cumprimento da lei”, assegura o advogado.

Ele conta que esteve no prédio onde funcionava a antiga sede indígena antes de o imóvel ir a leilão, tentou conversar com alguma liderança do povo para sobre o assunto, mas ninguém foi encontrado no local, que segundo o advogado estava abandonado. “Se não existia mais a UNI constatei que não haveria problemas, olhei o processo e participei do leilão”, explica.

Gumercindo diz ainda que a Justiça do Trabalho deu várias oportunidades para a UNI saldar a dívida que existia entre a entidade e a dentista (que entrou com o processo que ocasionou o leilão da sede), o que não aconteceu.

“Já peguei a taxa de transferência da propriedade, IPTU e outros documentos atrasados, desde o dia 30 de janeiro de 2006 os R$ 32 mil foram depositados na conta da Justiça”, afirma Rodrigues.

O advogado lembra que foi procurado inúmeras vezes por lideranças indígenas, na tentativa de negociar a venda da sede, porém, os índios nunca apresentaram uma proposta concreta para obter o imóvel. “Eu estava aberto às negociações, mas não houve nenhum argumento por parte dos índios para que continuasse a negociação. Fiquei até surpreso com a manifestação que eles fizeram na última quarta-feira”, completa.

Gumercindo ainda está pagando o aluguel no prédio onde funciona seu escritório particular, e fala que a idéia é transformar a antiga sede indígena no seu novo local de trabalho. “Enquanto esse problema não se resolve eu continuo pagando aluguel”, protesta.

Dificilmente os índios conseguirão ter o prédio de volta, já que a UNI tinha muitas dívidas e os credores ainda esperam receber o que está em débito. Apesar disso, vários povos indígenas estão na antiga sede armados com flechas, com o intuito de evitar qualquer tentativa de despejo por parte da Justiça, o que significa que o impasse vai se estender por algum tempo.

 
 
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Rio Branco-AC, 26 de janeiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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