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Atentado à soberania nacional Tião Viana reage com indignação à proposta de gestão coletiva da Amazônia por países do Primeiro Mundo |
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Brasília – O vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), reagiu ontem com indignação da tribuna à proposta de “gestão coletiva” da Amazônia pelos países do Primeiro Mundo, defendida pelo francês Pascal Lamy. A idéia do francês é transformar as florestas tropicais, entre as quais a Amazônia, em bens públicos mundiais por meio de regras coletivas de gestão a serem criadas. Na prática, isso significa que essas florestas passariam a ser geridas por um pool de países. Para Viana, a proposta, além de ser uma visão preconceituosa, representa um atentado à soberania nacional. Na opinião do senador, as declarações de Lamy estão equivocadas quando colocam em xeque a capacidade do Brasil, seus recursos naturais e sua política de desenvolvimento sustentável. Viana afirma ser “equivocada” a visão do francês sobre a preservação das florestas tropicais brasileiras. O senador pelo Acre acrescenta que não tem sentido Lamy propor uma “gestão coletiva” para a Amazônia, uma vez que o governo Lula tem uma política ambiental responsável para a região. Viana acrescentou, por sua vez, que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, está completamente envolvida na defesa da qualidade de vida dos brasileiros por meio de políticas ambientais corretas. Cita como exemplo as desapropriações de áreas para a criação de florestas nacionais, estações ecológicas e parques nacionais. “No Pará, por exemplo, tivemos a confirmação de 7 milhões de áreas de florestas preservadas para assegurar o compromisso do governo brasileiro com o desenvolvimento natural correto”, lembrou Tião Viana. O senador também elogiou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, por sua ação rápida contrária à proposta de Pascal Lamy. Outro exemplo de compromisso do Brasil com a preservação da Amazônia citado pelo vice-presidente do Senado foi a assinatura do Protocolo de Kioto, que passou a vigorar a partir deste mês. No tocante ao acordo, Tião Viana lembrou que, a partir de 2007, as instituições financeiras internacionais disponibilizarão US$13 bilhões para a emissão dos títulos de carbono, prevista no Protocolo de Kyoto. E o Brasil, segundo ele, poderá obter até 20% desse total para o financiamento de projetos ambientais. Viana ainda ressaltou, hoje, o Brasil está preparado para atrair esses investimentos pelo fato de a Amazônia contar com projetos ambientais bem-sucedidos. E a ministra Marina Silva, segundo o senador, tem trabalhado bastante nesse sentido. “Portanto, essa é a hora oportuna para o Brasil se afirmar nesse debate”. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
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| Com Roberta Lima |
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| Com Leonildo Rosas |
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| Com Ancelmo Góis |
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