| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| NACIONAL |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| POLÍTICA | |
Porto Acre recebe espetáculo teatral da CIA Trincheiras |
|
A diretora do espetáculo, Andréa Coelho, conta que o objetivo do projeto é a formação de público, além do incentivo a criação de novos grupos no interior. “Esse espetáculo está montado há um ano, mas por conta do festival de teatro e circulação de outros espetáculos, nós paramos por um tempo. Com o esforço mútuo conseguimos apresentá-lo. E iremos levá-lo a outros municípios com o objetivo de intercambiar com outros grupos e platéias”. O ator Saulo Guerra, que faz o papel de uma assistente social beata na peça, diz que o objetivo principal é despertar o interesse das pessoas de Porto Acre pelas atividades que envolvem a cultura. “Temos que romper com essa barreira para que as pessoas não tenham vergonha de fazer teatro, até porque ele ajuda bastante na construção de um cidadão mais crítico”. Escolhido por falar de conflitos sociais e políticos, o texto, do escritor cearense Eduardo Campos, foi adaptado para ser trabalhado de maneira mais fácil. A princípio, seguindo o roteiro à risca, a peça contava com 16 pessoas no elenco, porém, para diminuir os gastos, hoje, 11 atores encenam o espetáculo. “A peça inspira algo de bom e é uma honra ver que esses jovens incentivam as pessoas daqui a tomarem gosto pela arte. A Cia representa a força de vontade de desenvolver cultura, mostrando aos jovens que existem outros caminhos que não sejam as bebidas ou as drogas” elogia Francisco Alves, que estava na platéia. A estudante Elaine Almeida, amiga de alguns atores, anseia pelo desenvolvimento de projetos do gênero no município. “A maioria dos adolescentes não tem opções de arte, pois os locais que temos para diversão são bares abertos. O espetáculo é como um laboratório que os prepara para serem atores”. A peça - O drama retrata o conflito de Madalena com a chegada da mãe, beata, católica fervorosa e devota de Padre Cícero. Ela não quer que a mãe a identifique como prostituta da zona. A história então começa com Madalena e Zé Valentão na cama, depois de uma noite de folia. O amante escapole antes que a polícia venha. É de manhã, e logo a favela fica animada com a chegada de uma máquina de costura, entregue ali por ordem do candidato. Quem também chega são algumas assistentes sociais, e nestas cenas o autor põe à mostra o proselitismo oco, de um lado, e o tal espírito moleque do povão - picaresco e por isso tão escancaradamente verdadeiro, real. A escolha do nome para a protagonista, Madalena, é uma referência bíblica, a amiga de Jesus, que se arrepende dos pecados e que passa a seguir os ensinamentos do Filho do Deus. Os personagens estão juntos pela mesma condição de miserabilidade da favela, do lixão (como se diz hoje): a favela é chamada ‘O Morro do Ouro’ por ironia, pois lá é despejado o lixo da cidade. Portanto, são personagens que vivem abaixo da linha da pobreza. É uma zona de risco, como se diz hoje. (Agência de Notícias do Acre) | |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |