VARIEDADES

Iniciada a implantação do Sistema Municipal de Cultura

Fundação Garibaldi Brasil dá início às reuniões das Câmaras Temáticas

Cedida
Atuantes nos mais diversos segmentos culturais se reunirão durante esta semana


Giselle Lucena

Tiveram início na última segunda-feira (25), as reuniões para formação das Câmaras Temáticas que comporão o Conselho Municipal de Políticas Culturais, previsto no Sistema Municipal de Cultura, construído no ano passado durante a I Conferência Municipal de Cultura.

As Câmaras Temáticas representam a instância primordial de participação da sociedade no Conselho de Cultura. Elas podem ser constituídas por uma quantidade infinita de produtores e compostas por toda e qualquer pessoa inscrita no Cadastro Cultural.

Nas Câmaras Temáticas serão estabelecidas as diretrizes, metas, prioridades e estratégias para cada setor da cultura no município. As reuniões acontecerão de segunda à sexta-feira, em locais e horários diferenciados por área.

Os atuantes nos segmentos de Artes se reunirão a partir das 14horas, no auditório da Prefeitura do Centro. Os segmentos de Esportes, às 15horas, no Parque Capitão Ciríaco. Os de Patrimônio Cultural, às 16 horas, também no Parque Capitão Ciríaco.

Na reunião de segunda-feira, estiveram presentes os atuantes no segmento de Artes-Marciais. Nesta terça-feira, devem se reunir, na Prefeitura do Centro, os atuantes em Artes Visuais. Enquanto isso, reúnem-se no Parque Capitão Ciríaco, o segmento de Voleibol, na área de Esportes e, em Patrimônio Cultural, os atuantes em Jornalismo.

Mais informações pelos telefones: 32242503 ou 32240269 ou acesse: http://culturarb.blogspot.com. (Asscom/FGB)

O rio tem vida. O rio sofre

Manoel Estébio Cavalcante da Cunha *

Clementino Jaminawa, ancião desta etnia, é morador da aldeia Ananaia na Terra Indígena Cabeceiras do Rio Acre, em Assis Brasil. Profundo conhecedor das tradições de seu povo e dos mistérios da natureza, no ano de 2006, por ocasião de um trabalho de campo, conversei com ele. Naquele ano, o rio Acre atingiu uma das menores cotas de água nas cabeceiras nos últimos 30 anos, segundo ele e outros anciãos Jaminawa. Na conversa, fez uns comentários sobre a situação que estavam vivendo em função da seca do rio, que era ao mesmo tempo um lamento, um diagnóstico e que tento ser fiel nesta tradução livre, pois considerei sua fala uma denúncia em forma de poesia.

Denúncia do Clementino Jaminawa

O rio tem vida

A vida do rio depende da vida dos bichos da mata

A vida dos bichos da mata depende da vida do rio

E a vida do bicho homem também depende da vida do rio

Aí os dawa¹ do Peru derrubam a mata

E entopem os igarapés que dão de beber para o rio
Aí os igarapés morrem
Aí o rio sofre e nós sofremos também porque ele sofre
Mas os dawa do Brasil também pioram a situação
Pioram o sofrimento do rio, pois eles vêm pescar
Eles matam as cobras grandes e os jacarés grandes
E esses bichos é que cavam os poços
E é nos poços que fica água para o rio beber
Os dawa têm que entender o rio
Os dawa têm que respeitar o rio
O rio tem vida como os dawa

* Manoel Estébio é da Gerência de Educação Escolar Indígena da SEE.

1 – Dawa – designativo dos falantes das línguas Pano da metade exterior que marca seu sistema se alteridade, no caso aqui empregado serve para designar o não-índio.

 
 
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Rio Branco-AC, 26 de fevereiro de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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