COTIDIANO

Movimentos sociais e estudantes fazem grande manifestação

Protesto aconteceu nas principais ruas do centro da cidade

Regiclay Saady
Estudantes bloquearam entrada do terminal urbano em protesto contra possível aumento das passagens


Whilley Araújo

Centenas de estudantes e membros de movimentos sociais, comandados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizaram na manhã de ontem uma grande manifestação no centro de Rio Branco. O protesto foi contra um suposto aumento no preço da passagem de ônibus urbanos e também contra a Emenda 3, aprovada pelos senadores e deputados federais, mas que foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A Emenda 3 propõe o fim do 13º salário, além disso, diz que nenhum trabalhador poderá ser contratado como pessoa física, ou seja, ele precisa abrir uma firma para ter um contrato, perdendo assim os benefícios e direitos trabalhistas como INSS, FGTS, direito à aposentadoria, férias e outros”, afirmou Manoel Lima, presidente da CUT.

Manoel lembrou o sofrimento pelo qual passaram os trabalhadores antes de adquirir os seus direitos, que são respeitados hoje. “Os parlamentares e empresários que estão de acordo com essa emenda querem excluir o direito do trabalhador e dar mais lucro ao patrão”, enfatizou o sindicalista.

Ele ressaltou que, se o veto presidencial for levado à votação no Congresso Nacional, haverá uma greve geral do todos os trabalhadores brasileiros.

A manifestação foi iniciada em frente ao Palácio Rio Branco e se estendeu em passeata pelas principais ruas do centro da cidade, congestionando primeiramente a avenida Getúlio Vargas, nas proximidades do Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CEBRB), e em seguida outras vias com grande fluxo de veículos.

Durante o protesto, os líderes de movimentos sociais e estudantes não deixaram de se posicionar contra um possível reajuste na tarifa dos transportes coletivos. Alunos de várias escolas públicas de Rio Branco deram força ao movimento e entraram no Terminal Urbano, porém, numa manifestação pacífica.

Para Cristina Raquel, 17 anos, que estuda na escola Heloísa Mourão Marques, o atual preço da passagem de ônibus já é caro, no caso de um aumento, as dificuldades enfrentadas por ela e sua família seriam ainda maiores.

“Nós que moramos distante dos colégios que freqüentamos temos que andar de ônibus quase todos os dias, sem contar que nossos pais também necessitam do transporte para chegarem aos seus trabalhos”, frisou a estudante.

Outra aluna do mesmo colégio, Francisca Pereira, 16 anos, afirmou que é injusto pagar um alto preço na tarifa, já que a maioria dos passageiros não faz grandes percursos. “A passagem de ônibus tem que ser congelada, não queremos mais reajustes”, enfatizou.

Até o fechamento dessa edição não foi possível obter um contato com o superintendente do RBTrans, Ricardo Torres, para ser abordado a possibilidade de reajuste da tarifa.

O gerente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Acre (Sindcol) também foi procurado pela equipe de reportagem do jornal Página 20 para tratar do aumento no preço das passagens, mas foi informado que ele estaria viajando, e, naquele momento, não tinha nenhuma pessoa autorizada a falar sobre o assunto no órgão.

 

 
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Rio Branco-AC, 26 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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