| OPINIÃO |
| CARTA DO LEITOR |
| Cabeça de burro enterrada O setor de Saúde no Estado vai demorar a ser destravado. Ali existe mais de uma cabeça de burro enterrada. Pelo menos é a impressão que se tem a partir de relatos de quem não pode pagar um plano privado de saúde. Ou de motoristas de táxis, que também sabem muito dessas coisas de governo. Ontem à tarde, o motorista Ezi Martins de Oliveira estava possesso com o jogo do empurra a que uma funcionária da Fundação de Saúde do Estado, cujo nome ele nem teve a idéia de registrar, tem submetido sua mulher Maria da Conceição Lima de Oliveira. Ezi é um senhor de 54 anos que aparenta ter controle emocional suficiente para evitar destempero numa repartição pública, por exemplo. Mas a história da mulher bem que poderia levá-lo a perder a paciência. De fato, dona Maria da Conceição perambula pelas ruas de Rio Branco, muitas vezes com a ajuda do marido, desde o ano passado para obter um exame de tomografia. Na semana passada o médico neurologista Carlos Emílio a encaminhou uma vez mais, com guia nova, garantindo que o serviço está funcionando na unidade de saúde. Não, não está funcionando, garantiu a mulher da recepção. Daí seu Ezi insistiu citando o nome do médico. Recebeu outro não, agora acompanhado de uma meia explicação: “Está funcionando somente para as pessoas internadas”. O motorista e sua mulher não acreditaram na versão da funcionária. Eles acham que existe coisa mal explicada lá dentro, que age contra o próprio governo. O casal, que reside no bairro Chico Mendes, rua Gregório Filho, 151, está disposto a repassar sua peregrinação a alguém do governo que queira entender o que acontece de verdade nos corredores da saúde estadual. Ezi lembra que o mesmo acontece no setor de mamografia. (Elson Martins) |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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