| POLÍTICA | |
Projeto de preservação ambiental Programa Piatã diminuirá riscos de acidentes ambientais por meio de monitoramento dos recursos naturais da região |
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Professores da Universidade da Floresta estiveram reunidos, ontem, em Cruzeiro do Sul, com pesquisadores da Petrobras para implantação do Projeto Piatã na região. Previsto para começar ainda este ano, o Piatã prevê financiamento e apoio à pesquisa das mais diversas áreas de conhecimento dos acadêmicos do Campus Floresta, uma extensão da Ufac no Juruá. Por mais de sete horas, no Teatro José de Alencar, os professores universitários apresentaram aos doutores do Centro de Pesquisa da Petrobras projetos de pesquisas relacionados ao meio-ambiente e outros saberes. Por outro lado, os técnicos da estatal mostraram o sistema de funcionamento do Piatã e quais as suas prioridades no apoio à pesquisa acadêmica. A idéia é que haja um levantamento de toda situação ecológica atual do Juruá para evitar acidentes no transporte e armazenamento de combustível que possam causar danos ao meio-ambiente. Apesar da iniciativa ter sido decidida antes do debate promovido pelo senador Tião Viana (PT-AC) o tema da prospecção e gás no Acre esteve relacionado à reunião. Inclusive, o programa Piatã está sendo implantado num momento adequado na medida que as pesquisas poderão orientar a Petrobras a realizar a atividade de exploração dos derivados fósseis com maior segurança em relação ao meio-ambiente. Segundo a bióloga, doutora em ecologia Talita Aguiar, coordenadora do grupo de cinco pessoas, do Centro de Pesquisa da Petrobras, o objetivo da visita foi apresentar as diretrizes do Piatã que está em fase de ampliação para Rondônia e Acre. Ela disse ainda que quando a Petrobras realiza a prospecção de gás e petróleo numa região o incentivo à pesquisa é feito para minimizar qualquer tipo de impacto ambiental. “Isso é uma preocupação que temos em conhecer os ecossistemas em que a gente trabalha para melhorar a nossa atuação. A expectativa é prospectar conhecimento nos diversos grupos da Universidade da Floresta o que irá contribuir na atuação da Petrobras”, afirmou. Já o geólogo Edgar Fagundes, coordenador de saúde, meio-ambiente e segurança, destacou que a Petrobras está preocupada e sensível às questões sociais. “Sem dúvida, os trabalhos que a gente faz de levantamento e sistematização de informação vão servir de apoio a qualquer trabalho que a Petrobras venha realizar na região.” Ele disse ainda que a colocação em prática do Piatã vai permitir a avaliação dos riscos e, um constante monitoramento do meio-ambiente. Qualquer atividade com transporte de óleo e gás apresenta riscos. Nós avaliamos os riscos e trabalhamos em parceria com a universidade. Isso é bom para a região, para a universidade e para a Petrobras. Futuramente, na hipótese de um acidente a gente já está preparado com todas as informações para evitar e minimizar os impactos,”afirmou. A professora Karen Adami Rodrigues, diretora do Centro de Ciências Biológicas da Natureza, do Campus Floresta da UFAC, explicou que o projeto Piatã é uma parceria da Universidade da Floresta com a Petrobras que irá incentivar as pesquisas e o desenvolvimento sustentável na região. “Quando os projetos forem acontecendo com certeza estaremos revertendo quadros sociais negativos nas comunidades”, disse ela. Em relação a questão da prospecção de gás e petróleo no Juruá, a bióloga destaca que a Universidade será parceira justamente na questão fiscalização e monitoramento e desenvolvimento de pesquisas em torno da atividade. “Quando a gente fala em prospecção existe todo um estudo anterior. Para acontecer a exploração é preciso fazer um levantamento biológico da região para garantir o monitoramento das condições ambientais. É por isso que a universidade hoje se alinha ao Projeto Piatã que será um parceiro. A universidade ficará atenta e nós já estaremos inseridos no projeto de prospecção com o papel de monitorar os impacto ambientais”, concluiu. Por outro lado, o biólogo da Universidade da Floresta, Leonardo Calderon, disse que o Instituto da Biodiversidade, em criação no Juruá, que terá como prioridade a pesquisa científica da região. Leonardo acha que o Instituto será beneficiado com a vinda do Piatã porque vários projetos de pesquisa em andamento serão catalisados e financiados por verbas da Petrobras. |
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