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Movimento Negro Acreano é Fortalecido em Congresso Rio-branquenses participam do 2º Congresso de Negras e Negros e ganham reconhecimento nacional |
![]() Eudmar Bastos e José Arimatéia garantem a realização de assembléia no Acre |
Aconteceu no período de 20 a 22 de abril, em Belo Horizonte (MG), o 2º Congresso Nacional de Negras e Negros. O encontro contou com a participação de dois integrantes do movimento negro acreano, José Arimatéia, historiador e presidente do Centro de Estudos e Referência da Cultura Afro-Brasileira do Acre – CERNEGRO/AC e Eudmar Bastos, diretor executivo da CERNEGRO/AC. “Conseguimos garantir que o Brasil olhasse para Amazônia enquanto movimento negro”, explica Eudmar. Segundo ele, a dupla acreana foi a responsável por inserir na discussão o tema ‘Amazônia Negra’. “Agora vamos mostrar para o resto do país como se encontra a questão do movimento negro aqui”, completa. Outra conquista, foi a aprovação da CERNEGRO/AC no Conselho Nacional de Entidades Negras – CONEN. “Essa aprovação dá mais força ao movimento no Estado, e assim dá reconhecimento nacional à instituição. Hoje, a CERNEGRO/AC faz parte da Comissão Nacional do Congresso de Negras e Negros do Brasil e é filiada também à União de Negros Pela Igualdade - Unegro”, conta. O diretor explica ainda, que foram garantidas no mínimo 23 vagas para delegados no 3º Congresso Nacional de Negras e Negros, que acontecerá em maio de 2008, na Bahia. “Inicialmente, seriam só oito vagas, mas com nossas articulações, conseguimos aumentar o número”, diz. De acordo com ele, até lá acontecerão ainda três assembléias preparatórias. Uma delas, acontecerá em Belém. “Trazer uma das assembléias para o Norte também foi uma conquista”. Nesse sentido, ele afirma que em breve será anunciada a primeira Assembléia Estadual de Negros e Negras do Acre, que acontecerá em Rio Branco. “Ainda não fechamos uma data porque estamos à espera da confirmação da Assembléia da Região Norte”. Uma outra questão em pauta está relacionada a possibilidade – de acordo com o novo conceito de Quilombola – de se comprovar a existência de Comunidades Quilombolas em Porto Acre. “Essa constatação depende do novo conceito que está sendo discutido no país, um conceito que foge dos estudos antropológicos, é mais voltada à autodenominação e auto-reconhecimento”, explica Bastos. Para a participação do congresso, a dupla contou com o apoio da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil e Secretaria de Justiça e Cidadania. “Até dois anos atrás, tudo que era voltado ao movimento negro estava inserido na Secretaria da Mulher. Mas com essas conquistas, o movimento tem se fortalecido e ganhado mais respeito e visibilidade. Falo da Cultura Afro no Estado como um todo, incluindo as religiões de matrizes africanas, a capoeira, o samba, o hip hop, etc. Hoje, inseridos no contexto nacional, em termos sócio-educativos, econômicos, e principalmente culturais”, finaliza. |
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