POLÍTICA

Acre é destaque em feira de ciência de Brasília

 


Brasília - O Acre é o único Estado do Norte representado com estande próprio na feira de ciências realizada pelos alunos do Colégio Marista João Paulo II (Feicijopa), em Brasília. O evento atrai centenas de curiosos por conhecer mais profundamente como se deu a anexação ao Brasil, com olhares e comentários sempre críticos à cobiça pelas riquezas da Amazônia, e retrata em fotos, vídeos e explicações didáticas os “empates” dos anos 80, a abundância das seringueiras, o ciclo da borracha e os três gritos de independência - com Galvez em 14 de junho de 1899, com a expedição dos poetas em novembro de 1900, e com Plácido de Castro, em 1902.

O entusiasmo dos alunos e sua dedicação pela pesquisa são um dos atrativos mais marcantes da feira, organizada, entre outros estudantes, pela aluna do terceiro ano Maíra Tainá e apoiada pelo também aluno Giuliano Manfredini, filho adotivo do cantor e compositor falecido Renato Russo.

“Sou contra a internacionalização da Amazônia. Os governos precisam ter mais atenção na hora de envolver as nossas florestas em questões políticas”, criticou Manfredini, de 18 anos, que reafirmou a disposição de apresentar projetos em defesa dos amazônidas.

“É maravilhoso mostrar a importância do Acre para Brasil e para o mundo“, emocionou-se a tímida Maíra, dedicada a explicar cada detalhe da exposição. A feira tem como tema central “A Amazônia” e como tema secundário “Acre, o Estado da Florestania”. A biografia de Chico Mendes é um dos aspectos da história que mais interessa aos visitantes. Um breve documentário revela a trajetória de luta do líder seringueiro pobre e a mobilização de todo o mundo, atribuída a ele, para a preservação da Amazônia.

Constam no estande do Acre breves relatos sobre a saboaria de Xapuri, colares produzidos por índios de várias etnias, a farinha de Cruzeiro do Sul, a castanha, a machetaria, o artesanato com borracha, barro e sementes e a duas novas indústrias instaladas no Acre: a de camisinha e a de etanol, para fabricação de óleo diesel, além da exposição do romance “Amanda”, do jornalista Silvio Martinello, e “Ao Ver o Acre”, do publicitário Gilberto Braga.

Não faltou incentivo da deputada Perpétua Almeida, que visitou a feira e se disse bastante contenta com a criatividade dos alunos. Aos curiosos e viitantes, os organizadores da Feicijopa distribuíram um artigo elogiado por todos escrito pela articulista do Jornal O Globo, Córa Ronai, a respeito de sua visita ao Acre, durante as gravações da minissérie “Amazônia - de Galvez a Chico Mendes”.

“A exuberância da natureza na Região Norte nunca deixa de me surpreender, mas no Acre há bem mais do que isso - há um amor pela terra que se manifesta nas centenas de bandeiras do Estado que tremulam em mastros oficias, que se mostra nas lojas e nas casas e percorrem as ruas como adesivos de automóveis, motos e bicicletas. Isso quando não vão coladas no próprio peito do acreano, como estampa de camiseta”, escreveu a jornalista em seu blog http://cora.blogspot.com.

O açaí foi degustado por muitos pela primeira vez. E aprovado como “de sabor nutritivo a refrescante”. Um vídeo exibido aos visitantes revela o Acre antigo, destroçado pelas más gestões, num contraponto com o estado remodelado, mais humanizado e com “cara de cidade grande”, como declarou a aluna Juliana Santos Silva Kruel, que esteve em Rio Branco no dia 1 de maio último. “”Fiquei impressionada com o desenvolvimento do Acre. A limpeza pública, as praças são tratadas com muito carinho, sem falar na hospitalidade e gentileza das pessoas com as quais eu tive a oportunidade de conhecer e conversar”, disse.

 
 
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Rio Branco-AC, 26 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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