| COLUNA | ||
| SAÚDE | ||
Com Val Sales |
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Enlouqueci! E aí? A frase não parece muito serena, mas foi tema do fórum de luta antimanicomial realizado em São Paulo, em 2004. Na época já era proposta uma reflexão sobre as alternativas e formas de atendimento para as pessoas que, em algum momento de sua existência, se deparam com o fenômeno do enlouquecimento - em si, na família ou na comunidade. Que o diga os psicólogos e enfermeiros do Hosmac, que esta semana saíram às ruas para cobrar atenção por parte das autoridades dos Estados e respeito para acabar com o preconceito que ainda existe em relação às diferenças. No fórum os paulistanos apontavam para a possibilidade de qualquer um de nós “enlouquecer”. E, nesse caso, diziam eles, que fará a sociedade, ou nossa família, ou o sistema de saúde? Internar-nos? Por que não ser cuidado de forma alternativa? Por que não conviver com a loucura? “Na contemporaneidade assistimos à falta de espaço para a vivência da dor, da crise, do enlouquecimento... É preciso repensar o cuidado para com essas ‘existências-sofrimento’, respeitando as diferenças e ao mesmo tempo combatendo o preconceito”. O Movimento Nacional de Luta Antimanicomial (MNLA) existe há 17 anos e vem sendo difundido por todos os estados do Brasil. Entre as metas a serem alcançadas está o fechamento de hospícios e manicômios, a promoção de uma cultura de tratamento e convivência e tolerância no seio da sociedade, para as pessoas com sofrimento emocional de qualquer tipo. Ainda hoje o movimento em todo o país estimula a seguinte reflexão: o que fazer perante a ‘loucura’, ou melhor, às pessoas que vivem essa experiência? Quais as respostas da sociedade em tempos de falência do modelo manicomial e insuficiência dos atuais serviços? No Acre, a coordenadora estadual de Saúde Mental, Sandra Ortiz (foto), cuida da capacitação de pessoal que lida com o setor na capital e municípios. Ela explicou que já existem dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sendo um em Rio Branco e outro em Cruzeiro do Sul. “O Estado também já dispõe de leitos de desintoxicação no Hospital Geral para dependentes químicos, além de atendimento em saúde mental em alguns centros”, lembrou. Está previsto para ser criado em médio prazo a construção de uma residência terapêutica para oito mulheres ao longo do período de internação. Informações do Ministério da Saúde Três por cento da população (cinco milhões de pessoas) apresentam transtornos mentais severos. Mais de 9% (totalizando 12% da população geral do país – 20 milhões de pessoas) apresentam transtornos mentais comuns e também precisam de atendimento de saúde. Cerca de 6% da população acima de 12 anos precisa de atendimento em função de transtornos do uso prejudicial do álcool e outras drogas. O índice sobe para 15% em relação ao uso abusivo de álcool e outras drogas. Pessoas com transtornos mentais podem: Conviver em liberdade Cuidar de si mesmas com o apoio de serviços ambulatoriais Morar em casas comuns na sociedade Trabalhar em projetos de geração de renda Recriar a própria vida, superando as internações de longo período Viver com a família ou com outras pessoas Estrutura de atendimento no Estado Hosmac - Ambulatório Estadual – internação de urgência e emergência. Huerb - Ala de Desintoxicação para adultos “Simone Maria Telles”. CAPSad – Centro de Atenção Psicossocial para atendimento de adolescentes de até 19 anos de idade que são usuários de álcool e drogas. Rede de Atenção Básica Atendimento psicológico nos seguintes centros de saúde Barral y Barral, Tucumã, Vila Ivonete, Eduardo Assmar e Cláudia Vitorino. Atendimento psiquiátrico: Centro de Saúde São Francisco. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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