| COTIDIANO | |
Procurador diz que agricultor acorrentado está fora da realidade Raimundo exige posicionamento da Justiça sobre indenização |
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Passaram-se sete dias e o agricultor Raimundo Modesto da Silva continua acorrentado em frente ao Ministério Público Federal (MPF). Ontem, o procurador-geral Marcus Vinícius retornou de viagem e disse que tentou conversar com o homem, mas ele não aceita entrar no órgão federal. Raimundo já fez manifesto em Brasília por 35 dias e agora retorna as ruas em busca de uma promessa que recebeu, na qual lhe pagariam R$ 300 mil pelas terras de onde teve de sair, e com isso ocupou outra área em Boca do Acre. Mas o processo com o Incra já dura seis anos e ele decidiu ser radical em seu protesto, e diariamente, das 8 às 17 horas, se acorrenta e fica sem comer. O procurador conta que tomou conhecimento do caso do agricultor e, até onde sabe, ele é um posseiro que ocupava uma área indígena, por isso teve de desapropriá-la e recebeu outra para morar. Uma indenização ficou de ser paga ao homem pelas benfeitorias que havia feito na área. O valor inicial foi de R$ 15 mil, mas o Incra recorreu da decisão e conseguiu baixar o montante para R$ 2 mil. Em meio a esse processo, Raimundo diz que lhe prometeram indenização de R$ 300 mil, que hoje, com juros, ultrapassa R$ 500 mil. O procurador-geral argumenta que o valor é absurdo e precisaria ter muita benfeitoria na área para que alguém recebesse algo assim. Ele também alega que Raimundo não aceita entrar no MPF para conversar. “Todas as vezes que passei por ele o chamei para entrar ele não aceita, quer resolver o problema na rua e diz que só quer o cheque com seu dinheiro. Eu não tenho como pagá-lo R$ 500 mil. Parece ser o pleito de alguém fora da realidade. Respeito a situação em que está, mas ele não guarda censo com a realidade”, diz Marcus Vinícius. | |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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