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Grevistas do Incra reforçam movimento Servidores exigem aceleração nas negociações |
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Mais de 60 servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estão em greve desde o dia 24 de maio. O movimento, que espera um sinal de negociação por parte do presidente do órgão, foi reforçado ontem em razão do corte de seis dias de ponto anunciado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “A partir de hoje nós vamos acampar aqui na sede do Incra. Enquanto não recebermos respostas às nossas reivindicações e o corte de ponto não for revisto não abriremos mão do movimento”, disse ontem o representante do comando de greve no Estado, Pedro Nazareno. Os servidores do Incra estão juntos com os demais órgãos federais no movimento grevista. Entretanto, os pontos de reivindicação são diferentes e eles enumeram como principais a reestruturação do órgão, a recomposição dos vencimentos - eles alegam que 85% do total é de gratificações - e pedem que as gratificações sejam transformadas em vencimento. “Temos uma desvalorização salarial muito grande dentro do órgão. Para se ter uma idéia, o funcionário de nível médio recebe R$ 387 aqui, enquanto que os do mesmo nível em outros órgãos federais recebem mais de R$ 1 mil”, enfatizou. Os grevistas têm entrado em contato com a comissão nacional de greve todos os dias para saber se o processo tem avançado. “A última resposta que tivemos não foi boa. É que o governo federal só negocia conosco se pararmos a greve e não estamos dispostos a fazer isso. Disseram ainda que as negociações deverão acontecer num prazo de 60 dias, enquanto que em nossas reivindicações pedimos o prazo de dez”, reforçou. |
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| Com Moisés Alencastro |
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