COTIDIANO

Encontro de manejadores

Manejo e criação de animais silvestres é tema de encontro que reunirá populações tradicionais


Na abertura do evento será lançada campanha contra o tráfico de animais silvestres


De 3 a 6 de agosto será realizado em Rio Branco pela Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal (Seater) o IV Encontro de Manejadores da Fauna Silvestre do Acre. Na abertura do evento será feito o lançamento da Campanha Estadual de Combate ao Tráfico e Prevenção à Caça de Animais Silvestres. O encontro irá reunir manejadores de fauna silvestre e entidades públicas envolvidas com a atividade da região Norte do país para troca de experiência, reavaliação de propostas e construção de novas.

O IV Encontro de Manejadores de Fauna Silvestre do Acre tem como objetivos capacitar colonos, ribeirinhos, indígenas, assentados da reforma agrária e extrativistas sobre manejo, reprodução e sanidade dos animais silvestres criados em regime de semi-confinamento e os manejados na natureza.

A Seater vem há 3 anos consecutivos realizando encontros de manejadores de fauna silvestre com o propósito de reunir os povos da floresta e as instituições envolvidas com a atividade para discutir trocar experiências, buscando soluções e traçando metas que venham otimizar a criação e o manejo natural.

Segundo a gerente de Manejo Comunitário de Fauna, veterinária Maria Edna Rodrigues Costa, para o contexto do homem do campo amazônico, a criação de animais silvestres para o consumo e/ou comercialização, inclusive, dos subprodutos, é uma atividade de grande importância, pois oferece uma alternativa de renda para que as famílias possam ter uma situação sócio-econômica mais digna, além de garantir a segurança alimentar aumentando a disponibilidade e variedade de fonte protéica animal e sem depredar o meio ambiente.

“Também é uma vantagem da atividade de manejo natural criatórios assegurar a conservação das espécies, através de diminuição da pressão de caça, principalmente a caça indiscriminada, e da conscientização por parte dos envolvidos da importância da preservação da natureza e da fauna silvestre como sendo um recurso natural, mudando toda uma cultura de gerações que acreditaram que este seria um recurso inesgotável”, explicou Edna costa.

Estão confirmadas as presenças de 50 participantes entre criadores e manejadores de comunidades indígenas das etnias Manchineri, Kaxinawa, Katukinas Jaminawa, Poyanawa e Nukini e extensionistas e técnicos de diversas entidades. As atividades serão desenvolvidas no Amazônia Eventos, em Rio Branco.

Campanha pretende combater tráfico e caça de animais silvestres

A campanha é uma iniciativa da Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal (Seater) e será lançada na abertura do IV Encontro de Manejadores da Fauna Silvestre do Acre no dia 3 de agosto.

Através de palestras, reuniões de sensibilização e orientação, campanha publicitária utilizando rádio, jornais, folhetos e internet e ainda utilizando atividades lúdicas como teatro de fantoches os técnicos da Seater darão inicio as atividades dessa campanha que pretende atingir todos os municípios do Estado.

“A população acreana é tradicionalmente rural e a carne de animais silvestres sempre foi uma constante em sua direta alimentar”, explica o secretário da Seater, Marcos Inácio Fernandes e acrescenta que com a intensificação da pecuária e o conseqüente desmatamento empurrou para longe a floresta e a caça, tornando-se cada vez mais rara na dieta das populações.

Segundo a gerente de manejo comunitário de fauna, veterinária Edna Costa, o tráfico de animais silvestres é extremamente preocupante, quando ocupa o terceira maior atividade criminosa do mundo, superada somente pelo tráfico de armas e de drogas. E adverte: só através da educação ambiental participativa é que esse quadro estarrecedor pode ser revertido.

Para isso a campanha pretende incentivar a conservação da fauna silvestre, conscientizar sobre a importância dos animais para a manutenção dos ecossistemas, proporcionar a segurança alimentar daquelas comunidades tradicionais que têm na carne de animais silvestres a única fonte de proteína, divulgar a criação de animais silvestres em regime de semi-confinamento como alternativa para suprir a demanda de carne silvestre com carne legalizada, difundir a legislação de fauna constante na Constituição Federal, potencializar os criatórios já existente, minimizando a caça predatória e atingir 440 escolas em todo o Estado no decorrer de 3 anos.

 

 
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Rio Branco-AC, 26 de julho de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
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Com Roberta Lima
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Da Redação
 
 
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