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Sebastião Tapajós em Rio Branco Sonora Brasil realiza etapa do Circuito Regional e traz o artista paraense ao Acre |
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ANDRÉA ZÍLIO
Como um bom representante da música nortista, Tapajós foi o escolhido para integrar o Circuito Regional do projeto Sonora Brasil, realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), em comemoração aos dez anos da iniciativa, e se apresenta no dia 13 de agosto, em Rio Branco. O local do show está sendo definido e em breve será anunciado pela assessoria da instituição. O projeto Sonora Brasil tem como objetivo a formação de platéias, por meio do Circuito Nacional de Música do Sesc, que mostra o desenvolvimento histórico da música no Brasil, segundo Derivaldo Albuquerque, um dos coordenadores no Acre. “É um dos maiores projetos no país que realiza um intercâmbio cultural”, comenta. Todos os shows são gratuitos. Nesses dez anos de atuação, Derivaldo conta que o Sesc decidiu também fazer etapas regionalizadas, mostrando a cada região seus grandes artistas. Nesse caso, Sebastião Tapajós é artista de renome nacional e internacional, mas poucos nortistas conhecem seu trabalho. Quem é – Sebastião Tapajós nasceu em Santarém, na região amazônica, em 1944, começou a estudar violão aos nove anos de idade, tendo seu pai como professor. Mudou-se para Belém e depois para o Rio, sempre continuando os estudos de violão clássico. Em 1964 foi para Portugal, onde se formou no Conservatório Nacional de Música de Lisboa. Depois o músico estudou na Espanha com o famoso mestre Emilio Pujol, formando-se no Instituto de Cultura Hispânica. Obras – Ao completar os estudos, voltou para Belém e depois para o Rio, procurando iniciar uma carreira de concertista. O evento que deu impulso decisivo à sua carreira foi a execução da obra-prima de Villa-Lobos, o “Concerto para Violão e Pequena Orquestra”, com a Orquestra Sinfônica Nacional no Teatro Municipal do Rio. A partir daí seguiram-se vários convites para concertos no Brasil e no exterior. Estilos – Nos anos seguintes, Tapajós foi mergulhando cada vez mais na música brasileira, tanto como compositor quanto como intérprete, pesquisando ritmos e temas populares e folclóricos. Essa pesquisa lhe possibilitou gravar vários discos formados exclusivamente por composições próprias, vazadas em um idioma musical genuinamente brasileiro. Sons – Porém não deixou de tocar composições de outros autores, como Tom Jobim, Baden Powell, João Pernambuco, Astor Piazzolla e outros. Igualmente continuou exercitando seu lado de solista clássico, interpretando peças de Heitor Villa-Lobos. Tapajós é hoje um músico consagrado na Europa, onde se apresentou várias vezes durante as últimas décadas, particularmente na Alemanha. O estilo de tocar de Sebastião Tapajós é considerado vigoroso e incisivo, e o som que tira do instrumento é cheio e encorpado. Ele gosta de utilizar efeitos percussivos, variações de timbre, sons harmônicos, repetição ritmada de acordes e outros recursos. |
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