COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
POLÍTICA

Descompasso de informações

Marcio Bittar e Carlitinho Cavalcanti se contradizem sobre encomenda de pesquisa

 


Leonildo Rosas

A divulgação da pesquisa sobre a eleição estadual realizada pelo instituto rondoniense Phoenix e encaminhada às redações pela assessoria de Marcio Bittar (PPS) provocou um descompasso de informações sobre o candidato e o coordenador da sua campanha, o ex-reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac) Carlitinho Cavalcanti.

Em entrevistas veiculadas nas TVs Gazeta e 5, na última quinta-feira, Bittar e Carlitinho têm explicações diferentes sobre quem encomendou a pesquisa.

Na TV Gazeta, em reportagem do jornalista Adailson Oliveira, o coordenador admite que a pesquisa foi encomenda pelo núcleo de campanha da Frente da Cidadania e que, ao fazer a encomenda, não se teve o cuidado de analisar os antecedentes do responsável pela empresa nem o endereço da empresa contratada. “Quem contrata não dá para procurar esse tipo de informação”, declarou.

Contradizendo seu coordenador, Marcio Bittar declarou ao repórter Pedro Gomes, da TV5, que não contratou qualquer instituto de pesquisa e que não conhecia José Juvenil Coelho, proprietário do Instituto Phoenix. “Não tenho dinheiro nem para ‘santinho’. Eles reclamam porque estão atrás. Se estivessem na frente não reclamariam”, declarou.

As declarações foram anexadas à denúncia que os advogados da Frente Popular do Acre fizeram na Procuradoria da República, pedindo que sejam investigados indícios de irregularidades na apuração dos dados que subsidiaram a pesquisa.

“Não estamos questionando os números, mas vários outros pontos que nos levam a suspeitar da seriedade do levantamento”, explica o advogado Odilardo Brito.

As suspeitas, segundo o advogado, começam pela ficha criminal de José Juvenil. Ele tem mandados de prisão abertos em nove Estados brasileiros. No Mato Grosso são dois.

Outro fato que leva à suspeita é o valor da pesquisa, que custou R$ 6,5 mil, enquanto um levantamento realizado por empresa de reconhecimento público custa, em média, R$ 50 mil.

O Instituto Phoenix também não dispõe de uma sede própria. Funciona numa casa no bairro Cohab II, em Porto Velho.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 26 de agosto de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A