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POLÍTICA

Bancários devem paralisar hoje

Sindicato quer fechar todas as agências acreanas por 24 horas em protesto contra a política salarial

 


Whilley Araújo

Alegando que os empresários do setor financeiro ainda não apresentaram nenhuma contra-proposta em relação a pauta de reivindicações, os bancários de todos o país devem suspender as atividades hoje por 24 horas. Até o momento já foram realizadas cinco rodadas de negociações e nenhum acordo foi firmado entre as duas categorias.

No final da tarde de ontem os bancários participaram de uma assembléia-geral, onde seria decidido a adesão ou não à paralisação em alerta aos banqueiros. De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários do Acre (Seed), Edjane Batista, a idéia é paralisar todas as agências.

“A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) convocou uma sexta rodada de negociações para o dia 27 de outubro, mas não vamos deixar de fazer a paralisação de 24 horas porque acreditamos que o agendamento desta reunião é apenas uma estratégia para evitar a suspensão das atividades, se eles quisessem negociar já tinham feito isso antes”, assegurou Edjane.

Ela disse que os bancários irão à reunião do dia 27, porém, se o diálogo não surtir o efeito desejado, é provável que ocorra uma paralisação da classe por tempo indeterminado. “Se o impasse continuar após a próxima conversa com os banqueiros deveremos entrar em greve”, afirmou a presidente do Seed.

Os bancários reivindicam a reposição da inflação mais um aumento real do salário de 7,05% e participação nos lucros e resultados (um salário bruto mais R$ 1,5 mil de parcela fixa). Querem também 5% do lucro líquido distribuído linearmente para todos os bancários, o 14º salário e a 13º cesta básica.

A classe luta ainda para conseguir a ampliação do horário de atendimento das agências, com a criação de dois turnos, o que segundo eles geraria mais emprego e renda. A presidente da Seed diz que uma outra pauta que está incluída nas reivindicações é o combate ao assédio moral.

“Nas agências bancárias está instalada uma situação muito prejudicial na questão hierárquica porque os gerentes pressionam os funcionários a atingir algumas metas, e acabam ameaçando de forma indireta a perda do emprego”, destacou Edjane.

Com o impasse entre bancários e empresários, quem sairá no prejuízo é a população, que deverá ficar sem o atendimento nas agências por pelo menos 24 horas.

 
 
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Rio Branco-AC, 26 de setembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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