| COTIDIANO | |
| Passeata da Paz Centenas participam de ato no centro da cidade |
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Puxada pela Polícia Militar, a Passeata da Paz partiu da Gameleira cruzando a ponte nova e as principais ruas do centro de Rio Branco para chegar à concha acústica do Parque da Maternidade, onde autoridades e organizações de defesa dos direitos da mulher mais uma vez alertaram para a necessidade de conscientizar a população para o fim da violência contra a mulher. 25 de novembro é o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A data relembra o bárbaro ato das três ativistas de esquerda que lutavam contra a ditadura de Trujilo na República Dominicana. A inspetora de alunos da Secretaria Estadual de Educação, Malva Maria Alves, 45 anos, não escondia sua empolgação com a passeata. “Eu não deveria estar aqui por causa de meus problemas de saúde, mas vim porque considero esta uma luta importante para mim e para as gerações futuras. Estou aqui porque entendo que precisamos lutar para combater a violência a que as mulheres são submetidas, especialmente nos bairros mais pobres da periferia. No Segundo Distrito os que tem apresentado maior problema com a violência e prostituição são o Taquari e a Seis de Agosto”. Ela é diretora de arte da Associação das Mulheres do Segundo Distrito. O vereador Márcio Batista representou os vereadores de Rio Branco e a deputada Naluh Gouveia os deputados da Assembléia Legislativa declarando seu apoio à luta contra a crescente onda de violência praticada contra mulheres e crianças. “Por mais que estejamos denunciando e combatendo a violência, ela continua acontecendo dentro dos nossos lares onde esposas, mães e filhas continuam sendo humilhadas, espancadas e até estupradas por seus maridos, pais e parentes próximos. Como se não bastasse isso, ontem quatro meninas foram estupradas, o pior é que isso foi cometido por professores que deveriam estar lá para ensinar-lhes bons exemplos”. André Luiz de Souza que atua como agente de Polícia Civil no programa de Polícia da Família esclareceu que: “A maior parte das ocorrências que atendemos está relacionada a violência praticada contra mulheres. Esse é um problema muito grave que só poderá ser solucionado educando as pessoas para que valorizem mais a vida e a conscientização de nossa população para quebrar esse preconceito machista que ainda existe em nossa sociedade”. Midia Matos, representante da União Brasileira de Mulheres, foi enfática: “Já conquistamos muitos direitos, mas ainda sofremos com o preconceito em casa nas ruas e no ambiente de trabalho, por isso precisamos continuar lutando”. Puxada pela Polícia Militar, a Passeata da Paz foi apoiada por entidades como a Rede Acreana de Mulheres e Homens, o Movimento de Mulheres do Acre, a Associação das Mulheres do Segundo Distrito, a União Brasileira de Mulheres, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres e a Coordenadoria da Mulher da Prefeitura de Rio Branco. Já o comandante da primeira Regional da Polícia Militar de Rio Branco, major Wherles Rocha explicou porque a corporação puxou a realização desse evento. “A Polícia Militar tem mudado sua filosofia de ação ao alongo dos últimos anos. Dentro dessa nova mentalidade já instruímos e capacitamos pelo menos 70% dos membros da corporação nas áreas dos direitos humanos e dos direitos da mulher. A violência que antes era entendida como um problema de polícia, hoje é visto como um problema que só poderá ser solucionado através da conscientização de nossa população para combatê-la na origem, que é dentro de casa. E não é apenas com polícia que vamos resolver isso.” Concluindo os discursos da Passeata da Paz, na Concha Acústica, o major Wherles fez o lançamento do primeiro Prêmio dos Direitos Humanos do Estado do Acre, o qual irá premiar com um troféu uma pessoa e uma entidade que se destaque pela luta em defesa dos direitos humanos no Acre. As inscrições estão abertas de 25 de novembro a 20 de dezembro e os vencedores serão conhecidos em janeiro do ano que vem. Os interessados podem obter maiores informações na primeira regional da PM. |
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