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Acisa promove alerta sobre a alta cobrança de impostos no país Contribuinte é comparado a um boi carregando uma carroça de tributos |
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O contribuinte brasileiro paga 61 tipos de tributos para os governos federal, estadual e municipal. Esses encargos vêm embutidos no preço final dos produtos e serviços e nem sempre o cidadão comum fica sabendo. Para chamar a atenção da sociedade, a Associação Comercial do Acre (Acisa), em parceria com a Confederação dos Jovens Empresários, montou uma tenda no calçadão da rua Benjamin Constant, em frente ao Colégio Acreano, onde foram expostos os diversos produtos sujeitos a uma carga tributária considerada pesada pelos empresários. Os organizadores do Feirão do Imposto pedem menos imposto e mais crescimento. É uma ação desencadeada pelas associações comerciais em todo o Brasil a fim de pressionar o governo e esclarecer à população que o excesso de tributos impede o crescimento econômico do país, impossibilitando também a geração de emprego e renda. No meio do ato, o que chamou muito a atenção dos transeuntes foi a presença de um boi com uma carroça cheia de caixas representando a Cofins, IPVA FGTS e outras taxas e tributos que estão embutidos no preço final dos produtos. “Esse é uma alerta à população do quanto ela paga de imposto”, explica o vice-presidente da Acisa, Jurilande Aragão. Segundo Aragão, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que até o fim deste ano cada brasileiro médio terá pagado, de forma indireta, R$ 4,3 mil. “Os impostos estão em tudo. Na cachaça, por exemplo, a tributação é de oitenta e três por cento; no leite é trinta e dois por cento”, revela. Padrão - Os fiscais de tributos estaduais estão em operação padrão desde sexta-feira. Eles protestam contra acordos trabalhistas e salariais não cumpridos pelo governo do Estado. O protesto dos fiscais tem provocado tumultos no posto fiscal Tucandeira, na divida com Rondônia. Revoltados com a situação, caminhoneiros que se dirigem a Rio Branco fizeram protestos e fecharam a BR-364. Sexta-feira à noite, policiais rodoviários federais abriram o eixo da estrada e permitiram que mercadorias passassem sem a devida fiscalização. O prejuízo ao Fisco estadual não foi maior porque policiais militares, em parceria com os fiscais plantonistas, voltaram a fechar a via. Além disso, a equipe de blitze da Secretaria de Fazenda se deslocou até a BR para interceptar os caminhões não fiscalizados. |
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