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Clamor contra os impostos Cofins, CPMF, IR, ISS, IPI, IPVA... Poucas nações no mundo investem de maneira tão sutil e gananciosa contra o bolso dos seus cidadãos como o Brasil. Mais de seis dezenas de impostos - uns criados desde o Descobrimento e outros mais contemporâneos - beliscam sem piedade os proventos de empregados e subempregados e são um empecilho à geração de emprego num país onde a distribuição de renda é clamorosamente desigual. É oportuno esse protesto que vem sendo encampado pela Associação Comercial do Acre (Acisa) e a Confederação dos Jovens Empresários como forma de esclarecer a sociedade acerca dessa cruel carga de tributos embutida em todos os bens e serviços possíveis e imagináveis. Não precisa ter graduação em economia para se convencer de que a criação de encargos caminha na direção inversa do crescimento econômico de qualquer comunidade, atrofiando-lhe o direito e o desejo de buscar a necessária expansão. Uma ilustração do vice-presidente da Acisa, Jurilande Aragão, dá a idéia dessa pulverização ao dinheiro popular. Segundo ele, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) estima que até o fim deste ano cada brasileiro médio terá pagado, de forma indireta, R$ 4,3 mil. Numa garrafa de aguardente, por exemplo, o consumidor contribui com oitenta de três por cento de impostos. É como se ele adquirisse o produto e o teor alcoólico ficasse reduzido ao tamanho da tampa - o que, é de se convir, neutralizaria sua eficácia. No leite, mais saudável e não-degradante, o castigo chega a trinta e dois por cento. Um assalto, sem eufemismos. |
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