| COTIDIANO | |
Programa Saúde Itinerante vai à penitenciária Cerca de 400 atendimentos médicos foram realizados |
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A saúde vai aonde o povo está. E foi com esse lema que a equipe da Saúde Itinerante do Estado chegou à Unidade de Recuperação Francisco d’Oliveira Conde na manhã de ontem, realizando pelo menos 400 atendimentos médicos entre os reeducandos, além de exames e distribuição de medicamentos. Essa é a terceira vez que a equipe vai ao presídio de Rio Branco, levando profissionais das áreas de clínica geral, ginecologia, psiquiatria e cardiologia. Ao todo, 16 profissionais participaram da ação humanitária, que devolveu a satisfação a centenas de reeducandos daquele local. “Eu fico contente em ver pessoas se preocupando com a nossa saúde, sabendo que precisamos fazer uma avaliação independente de estarmos sentindo alguma coisa. Espero que a equipe venha sempre aqui”, disse Alberto Palácios, 33, que cumpre pena há três anos. O objetivo dos atendimentos é justamente esse, segundo a coordenadora do projeto, Celene Maia. Ela conta que levar assistência às comunidades que não têm acesso fácil é uma medida preventiva que pode salvar vidas ou simplesmente protege-las de problemas futuros. “Aqui nós temos exames diversos disponíveis a eles, como o de eletrocardiograma, ultra-sonografia e preventivo. Àqueles em que se confirmam a necessidade de faze-los, são logo encaminhados pelo médico. O tratamento também começa aqui, com a distribuição de medicamentos”, reforçou. Os medicamentos são os 97 itens que integram o programa estipulado pela Saúde Itinerante, bem como analgésicos e antibióticos. Em geral, os mais adotados pelos reeducandos são os que aliviam problemas estomacais e dores de cabeça, reações típicas de quem tem algum tipo de stress ou depressão. “O ambiente que tem aqui dentro da penitenciária é tenso, de poucas atividades, e por isso é mais comum encontrarmos aqui pessoas com esses problemas. Por isso trazemos um psiquiatra para cá, sempre. Eles conversam com os pacientes e orientam a melhor foram de lidar com o problema no dia-a-dia”, reforçou a coordenadora. Escoltas garantem uma ação tranqüila Para garantir a segurança dos profissionais durante a ação, policiais realizaram um trabalho reforçado de escolta ao longo do dia. Dois reeducandos de cada cela eram levados por vez ao centro educacional que há dentro da penitenciária, utilizado pela equipe de Saúde. Após a consulta, os pacientes eram encaminhados à exames, ou não, e levados de volta para as celas, dando oportunidade, assim, para que outros reeducandos pudessem ser atendidos. “Em razão da segurança que se faz necessária é que o atendimento chega a ser mais lento do que o que realizamos no interior do Estado, com o mesmo projeto. O dia todo foi dedicado para estarmos aqui”, completou. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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