| COTIDIANO | |
‘Clones de fósseis’ dão forma a museu de paleontologia Novo museu será construído no Parque Chico Mendes |
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Vinte e três réplicas de fósseis amazônicos já estão prontas, desde o último dia 17 de janeiro, para subsidiar o novo Museu de Paleontologia de Rio Branco, financiado pela Prefeitura de Rio Branco e que será construído no Parque Chico Mendes. Os clones são de gesso, de resina, de fibra de vidro e de silicone, confeccionados a partir de peças originais catalogadas no Laboratório de Pesquisas Peleontológicas, (LPP), da Universidade Federal do Acre, um dos mais importantes complexos de paleontologia da América Latina. No laboratório, que ocupa um pavilhão inteiro da Ufac, existem exatamente 5.718 fósseis de vertebrados, de diferentes idades, todos encontrados em regiões inóspitas do Acre. Alguns, incrivelmente, com mais de 50 milhões de anos, como o dente de um tubarão do período cetáceo superior, quando os dinossauros desapareceram da terra. Todas essas jóias do conhecimento deverão estar à amostra, graças a mobilização de diversos pesquisadores, entre eles o professor Alceu Ranzi, da equipe de pesquisa do LPP, que organiza o museu, a ser inaugurado ainda no primeiro semestre desse ano. A oficina de réplicas de fósseis é ministrada pela professora de artes plásticas Maria Alice Matos Matusiak, da Secretaria Estadual do Rio Grande do Sul. O curso, de 80 horas, é considerado de pós-extensão universitária, com data prevista para término no dia 13 de fevereiro. “Esta é uma oportunidade excelente de expor ainda mais ao público, o que vem sendo feito no campo da paleontologia no Acre”, ressalta Matusiak, que treina dez técnicos, dos quais cinco são estudantes de biologia e os outros cinco, funcionários da Prefeitura de Rio Branco. A maioria dos fósseis do LPP vem de camadas da formação do Solimões, que recobre a maior parte do Acre e são datadas do período mioceno superior-piloceno, explicam os pesquisadores. O período mioceno data de cinco a oito milhões de anos atrás e o nosso maior representante é o purussaurus brasiliensis, um crocodilo de 15 metros que viveu na região onde está o Purus. Hoje, seu “irmão” mais próximo pode ser visto apenas na ficção, no DVD do filme Pânico no Lago, do diretor David E. Kelley, criador dos seriados Chicago Hope. No filme, o animal tem dez metros e é responsável por tornar vermelhas as calmas águas do Lago Negro, no Estado do Maine, nos Estados Unidos. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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