COTIDIANO

MPF aguarda decisão sobre anulação do vestibular da Ufac

 


Val Sales

O Ministério Público Federal (MPF) ainda aguarda a decisão da desembargadora Selene Maria de Almeida, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), sobre o pedido de anulação do vestibular 2007 da Universidade Federal do Acre (Ufac). O recurso que está para ser decidido em regime provisório foi impetrado pelo procurador da República José Lucas Perroni Kalil, depois que a 3ª Vara Federal de Rio Branco negou o pedido de liminar sustentando que não havia provas suficientes para anulação do exame.

Enquanto a decisão não sai, a Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) e os 1.300 alunos aprovados aguardam para ver o que vai acontecer. Se de um lado os vestibulandos temem que o certame seja anulado, a instituição garante que o exame foi feito levando em consideração o cumprindo de todas as regras, e que não vê motivo para a realização de novas provas.

“A Justiça tem toda a autonomia e liberdade para decidir, mas a instituição tem a consciência de que não há elementos para a anulação”, afirmou o presidente da Copeve, José Pofiro da Silva. A ação pública do MPE foi movida no dia 14 de dezembro de 2006, depois de ouvir as reclamações de vários candidatos sobre irregularidade que teriam sido cometidas no dia das provas.

De acordo com eles, alguns candidatos foram autorizados a permanecer com seus celulares, enquanto outros saíram das salas de provas levando o caderno de questões, antes do horário previsto no edital. Na escola Armando Nogueira alguns alunos foram deslocados para um auditório onde as carteiras são postas próximas, e em muitos locais não havia fiscais para acompanhar os candidatos dentro dos sanitários.

Ainda de acordo com os reclamantes, na escola Raimundo Hermínio de Melo não havia carteiras suficientes para todos os inscritos. Em decorrência disso, as provas do dia 10 de dezembro teriam se iniciado somente cerca de duas horas e meia após o início em outras escolas. E, na falta de medidas para manter os candidatos daquela escola incomunicáveis, há diversos testemunhos de que alguns vestibulandos teriam obtido informações, via celular, sobre a prova daqueles que já tinham terminado em outros locais.

 

 
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Rio Branco-AC, 27 de janeiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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