VARIEDADES

Falcão Meninos do Tráfico no Circuito Documentário

Divulgação
MV Bill produziu o documentário


O documentário Falcão - Meninos do Tráfico, de MV Bill e Celso Athayde não é apenas uma reunião de cenas chocantes - ele propõe reflexão. É impossível ficar passivo diante de um documentário em que 15 meninos entrevistados morreram e apenas um se salvou. O projeto Circuito Documentário exibe o filme na próxima quarta-feira (31), às 19 horas, no Theatro Hélio Melo.

A discussão criada com o documentário Falcão - Meninos do Tráfico continua no ar. Agora, em DVD, mostra fôlego e recria o universo que causou grande impacto na televisão. Além do documentário o DVD traz ainda uma entrevista inédita com MV Bill e três videoclipes.

“Falcão – Meninos do Tráfico” é o resultado de uma pesquisa iniciada em 1997 pelo rapper MV Bill e seu produtor, Celso Athayde. Durante seis anos, eles aproveitaram o calendário de shows para percorrer comunidades de todos os cantos do Brasil com uma câmera digital na mão e uma idéia na cabeça: registrar depoimentos e imagens dos garotos que trabalham no tráfico com o olhar de quem busca compreendê-los e não condená-los. São mais de 200 horas de gravação, segundo Athayde.

As armas são de brinquedo. A maconha é de eucalipto. O pó, de algum bagulho parecido com talco. A brincadeira das crianças das favelas é inspirada no mundo do tráfico. “Pó de dez, pó de dez”, eles apregoam na boca de fumo de mentira. Na encenação tem a turma do arrego, que recebe o suborno para não denunciar nem prender o bando de traficantes fictícios. Logo depois, eles capturam um X-9, que alcagüetou os amigos para a quadrilha rival. O vacilão está pronto para ser executado, quando a turma de garotos ouve a rajada de tiros de verdade. Ali do lado do cenário da brincadeira a execução era real.

Falcão - Meninos do Tráfico é um filme sem precedentes. Uma obra viva para ser assistida, analisada e guardada entre as grandes produções cinematográficas de nosso tempo. É claro que cada expectador tem uma interpretação - que depende do grau de informação e sensibilidade. Mas os formadores de opinião vão encontrar no filme inspiração para lutar. A questão do tráfico de drogas sair de uma invisilibidade hipócrita já é um grande passo.

SERVIÇO

Realização Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Acre/ABDeC – AC em parceria com o governo do Estado/Fundação Elias Mansour. Entrada franca.

 

 
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Rio Branco-AC, 27 de janeiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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