COTIDIANO

BB disponibiliza R$ 800 mil para financiar produtores de Plácido

Agricultores voltaram a ter acesso às linhas de crédito dos bancos

 


Tião Maia

A bacia leiteira de Plácido de Castro e adjacência vai aumentar sua produção em pelo menos 30% nos próximos meses. De 15 mil litros, a produção deverá pular para pelo menos 45 mil litros diários. O aumento será possível em função da liberação de créditos da ordem de R$ 800 mil, pelo Banco do Brasil, para um grupo de 45 produtores, que devem investir os recursos na aquisição de matrizes, compra de ração e melhorias de currais e das próprias fazendas. Os empréstimos têm juros de dois por cento ao ano com três anos de carência e mais cinco para o pagamento.

O financiamento já faz parte de uma nova carteira do Banco do Brasil – a DRS, sigla de Desenvolvimento Regional Sustentável, que trabalha com projetos ecologicamente corretos e ambientalmente sustentáveis. Trata-se de uma nova estratégia para fomentar atividades de desenvolvimento regional em projetos que respeitem o meio ambiente e sejam socialmente sustentáveis.

Os recursos capazes de movimentar ainda mais aquela que já é uma das principais bacias leiteiras do Acre foram anunciados ontem pelo superintendente regional do Banco Brasil, Edvaldo Sebastião de Souza, durante solenidade na sede do núcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) de Plácido de Castro, ao lado do secretário estadual de agricultura e pecuária, Mauro Ribeiro, além do presidente do Idaf (Instituto de Defesa Animal e Florestal), Paulo Viana, do prefeito Paulo Almeida.

Edvaldo Sebastião lembrou que, dia 25 de janeiro, o Banco do Brasil completa 80 anos de atuação no Acre. “O Banco do Brasil vai continuar trabalhando para apoiar cada vez mais o desenvolvimento do Acre e se integrar cada vez à sociedade local”, disse. O deputado federal Nilson Mourão e o senador Tião Viana (ambos do PT do Acre) participaram da solenidade representando a bancada federal do Acre no Congresso Nacional.

A solenidade foi a materialização de políticas públicas defendidas faz muito tempo: a união do Governo Federal, através de sua principal instituição financeira, ao Governo do Estado e à Prefeitura do Município para financiar o desenvolvimento regional. “Nós estamos em busca de parcerias porque temos um volume de recursos consideráveis para aplicar nesta área”, disse Geraldo Gonsalo, consultor do Banco do Brasil para projetos relacional ao Desenvolvimento Regional Sustentável.

São mais de R$, 3,5 milhões, que devem beneficiar pelo menos 800 produtores de Plácido de castro, Acrelândia, Rio Branco e Porto Acre. “Eu não tenho dúvidas de que aqueles anos de sofrimento, quando a gente trabalhava e o lucro mal dava para comer, agora serão coisa do passado”, disse o presidente da Copel (Cooperativa dos Produtores e Pecuaristas do Baixo Acre), Ezequiel Rodrigues de Oliveira. “Eu tenho 70 anos de idade e tenho mais da metade da minha vida dedicada à produção de leite, passando as madrugadas dentro de currais. Trabalho com financiamentos, junto ao Banco do Brasil, desde 1970, mas tive, em dois governos, que parar de recorrer a bancos porque dois presidentes, o Collor e o FHC, afastaram os pobres dos bancos. Proibiram pobres de ter cheques”, disse o representante dos produtores Geraldo Alves Ribeiro.

 

 
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Rio Branco-AC, 27 de janeiro de 2008
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