| COTIDIANO | |
Rio Acre ultrapassa cota de alerta no fim de semana Repiquete assustou famílias de bairros alagadiços |
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Mais uma família ficou desalojada no bairro Airton Sena neste fim de semana por conta do transbordamento do Rio Acre. No domingo, as águas do afluente ultrapassaram a cota de alerta, com 13,53 metros, assustando dezenas de moradores de áreas alagadiças, que aguardam dentro de casa a possibilidade de ter que buscar abrigo no Ginásio Coberto ou em casa de parentes caso a alagação castigue a cidade mais uma vez este ano. Essa foi a maior cota já registrada em 2007, segundo a Defesa Civil do Estado. Mas o repiquete não durou muito e ontem as águas do rio já apresentavam sinal de vazante - 13,15 metros foi a primeira medição feita pela Defesa Civil na manhã de ontem, representando uma baixa no nível das águas de quase trinta centímetros, o que é considerado muito, segundo o major Roney. “Com o nível que está hoje muitas famílias não correm o risco de ter suas casas alagadas. É possível até que o rio volte a encher nos próximos dias, mas vai demorar para ele ultrapassar a cota de alerta novamente”, destacou. A família que teve de abandonar sua casa no bairro Airton Sena optou por ir para a casa de um parente a ir para o Ginásio Coberto, onde 50 boxes foram construídos para servirem de alojamento. Até agora nenhuma família ocupou os espaços oferecidos pela Prefeitura de Rio Branco. Mas no local, uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social permanece de plantão para dar apoio aos possíveis primeiros desalojados. “Estamos trabalhando com essa possibilidade de que esse ano vai haver alagação de novo, até porque a previsão é de mais chuvas para os dias que vem”, reforçou o major. Na rua Judia, do bairro 6 de Agosto, alguns quintais de residências ainda mostram as conseqüências das águas que transbordaram repentinamente, e que com a mesma freqüência vazaram. Uma água de coloração escura e fétida ocupa esses quintais, obrigando os moradores a passarem por dentro dela toda vez que saem e voltam para casa. “Isso é extremamente perigoso. Essa água traz tudo o que não presta. Até cobra já entrou na minha casa por causa do transbordamento”, destaca o comerciante Melquezedeque Soares. O comerciante mora no local há apenas oito meses. Conta que nunca foi atingido pela alagação antes e que está preocupado com as oscilações que o rio vem apresentando. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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