POLÍTICA

Motoristas e cobradores de ônibus podem grevar no começo de março

 


Whilley Araújo

Motoristas e cobradores de ônibus participam hoje de uma assembléia geral para discutir o início de uma greve, prevista para acontecer a partir do próximo dia 6 de março. A categoria reivindica que seja incorporado no salário um reajuste de 9%, conforme foi acertado em um acordo coletivo no ano passado.

“Desde o mês de junho de 2006 que estamos recebendo esse reajuste em forma de abono. Os empresários garantiram que a partir do dia 1º de janeiro desse ano o valor seria incorporado no salário, porém, as empresas São Roque e Real Norte não cumpriram o que estava acertado”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte, Passageiros e Cargas do Acre (Sinttpac), Averaldo Azevedo.

Com o reajuste, o salário dos motoristas passaria de R$ 911 para R$ 993, 57, enquanto os cobradores teriam um aumento de R$ 438 para R$ 506. A remuneração dos demais funcionários também seria reajustada em 9%, proporcionalmente.

“Iremos iniciar a assembléia às 8 horas e por volta das 9h30 já teremos tirado o indicativo de greve. A categoria está mobilizada e sem dúvida a maioria está disposta a parar, caso o acordo coletivo não seja cumprido imediatamente”, destaca o presidente.

Mesmo com a confirmação da greve, usuários de coletivos que fazem a linha do bairro Calafate, Conjunto Esperança, Santa Inês e Apolônio Sales podem ficar despreocupados, pois a paralisação não irá atingi-los. As empresas responsáveis por estas linhas – São Judas Tadeu e Aliança – já incorporaram o reajuste de 9% no salário de seus funcionários.

“A nossa expectativa é que esse problema seja resolvido com rapidez, pois as empresas faltam com respeito com seus funcionários, e, em caso de greve, também com o usuário – que já está pagando a tarifa e anseia por um serviço de qualidade”, ressalta Averaldo.

Segundo o gerente do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos do Acre (Sindcol), Alexandre Cabral Cavalcanti, as empresas que ainda não incorporaram o reajuste no salário já se comprometeram e irão pagar seus funcionários a partir da próxima remuneração, descartando assim qualquer possibilidade de greve. “O próprio Averaldo possui uma ata, cujo documento é prova do comprometimento das empresas de incorporar o reajuste de 9%”, pontua.

 
 
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Rio Branco-AC, 27 de fevereiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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