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Lufe em troca de experiências com o Acre Baterista vem pela terceira vez a Rio Branco e afirma que workshop serviu para ensinar e também aprender |
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Ele é jovem e conhecido pelo som que consegue extrair da bateria com uma habilidade invejável com as baquetas. O músico Luiz Fernando, 34, conhecido como Lufe, construiu ao longo de treze anos uma carreira sólida e também um jeito simples e humilde ao ensinar um pouco do que sabe em workshops que realiza por todo o Brasil. Convidado do Clube do Choro, por meio da empresa Krest, grande parceira nas ações da instituição, ele realizou ontem (sábado), o workshop de bateria, no Theatro Hélio Melo. Com simpatia, em cada aula diz que ensina, mas também aprende, e com os acreanos não foi diferente. Lufe começou a tocar bateria com sete anos de idade, foi aluno de Wilson Grimalde, baterista do Arte Popular, e diz que aprendeu muito com ele. Mas foi em 1994 que passou a tocar profissionalmente, passando por diversas bandas de diferentes estilos, como reggae, rock, louvor. A última delas foi a Oficina G3. Paralelo, há 15 anos também é funcionário do Ministério Público de São Paulo, onde trabalha como oficial de promotoria. Viver exclusivamente da música ainda é um sonho que pretende alcançar, diz que talvez falta coragem diante da responsabilidade familiar, já que é casado e tem dois filhos. Mas garante que trabalha para um dia fazer isso. Nas aulas que ministra, Lufe sente-se professor é também aluno, e torna os workshops uma grande troca de experiências. “Tento fazer com que no workshop todos sintam-se no mesmo nível, em que eles tem algo a me ensinar também, eu tiro aquele rótulo de superioridade que é atribuído a quem está ensinando, todos estão no mesmo patamar, e muitas vezes eles fazem coisas que eu não sei fazer”, comenta. O músico fala que sempre ao ensinar, sente mais necessidade de aprender, porque ver que precisa saber mais, e tem buscado estudar e adquirir mais conhecimento. Fala que em cada workshop vê que as pessoas tem necessidade de saber o que estudar, onde procurar, e reconhece a responsabilidade que tem em ser referência para muitos estudantes da música, por isso, é necessário se esforçar pra fazer sempre bem. Projetos – A empresa Krest, que está há quatro anos no mercado fabricando pratos de bateria e já exporta para América do Sul, América do Norte e Ásia, é grande parceira do Clube do Choro, em um trabalho conjunto com a Eletrônica Halley, que é sua representante no Acre. Tamas Ivan Fodor, que é um dos administradores da empresa, também participou do workshop explicando sobre a fabricação e cuidados com o instrumento. O Acre é o primeiro lugar na região Norte que ministra workshop, mas ele já esteve em Rio Branco outras duas vezes, para tocar. “É um grande prazer temos pessoas como Lufe no Acre, ensinando pessoas e aprendendo com a nossa gente”, diz a presidente do Clube do Choro, Maria Antonia. Hoje, Lufe, também trabalha no Cd que promete lançar em setembro, chamado “Drummed On Classics”, com gravações de músicas clássica e erudita com acompanhamento de bateria, um projeto ousado e diferente. Se depender dele, vontade existe para que volte ao Estado e lance o trabalho também ao público daqui. |
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