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POLÍTICA

“Bittar quer mudar Rio Branco com velhos personagens do MDA”

 


Leonildo Rosas

Os partidos que dão sustentação à candidatura do ex-deputado federal Márcio Bittar à prefeitura de Rio Branco - PPS, PMDB, PSDB, PFL, PL, PSC e PDT - realizaram a convenção ontem à tarde no Ginásio do Sesi, a partir das 17 horas. A aliança, que terá como candidata a vice a engenheira peemedebista Maria Alice, adotou como marca “Muda Rio Branco”, numa alusão aos problemas vividos pela população da capital do Acre.
Além da coligação se chamar “Muda Rio Branco”, Bittar, segundo seus assessores, adotará como slogan de campanha a frase “Prefeito de Verdade”.

O nome da coligação e o slogan de Márcio Bittar foram considerados por membros da Frente Popular uma prova cabal de que o pepessista e seus aliados acabaram concordando com as inserções na mídia veiculadas pelo PT nas emissoras de televisão.

A avaliação dos dirigentes da coligação que dá sustentação à candidatura do petista Raimundo Angelim é de que Bittar e seus aliados estão tentando utilizar uma máscara para que a população não perceba que são eles que estão há quase oito anos comandando o destino administrativo e político de Rio Branco.

“Uma coisa eu devo salientar. Ao dizerem que Rio Branco precisa mudar com um prefeito de verdade, o MDO estão admitindo que nós da Frente Popular estamos certos”, comentou o líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B).

Edvaldo Magalhães é da opinião de que “Muda Rio Branco” é, na verdade, uma versão atualizada do Movimento Democrático Acreano (MDA), que marchou junto com o peemedebista Flaviano Melo na eleição municipal de 2000 e na estadual de 2002.

“Como a população acreana derrotou aquela versão do MDA, eles mudaram a estratégia e o candidato, mas a essência continua a mesma. Essa atual coligação é a versão 3.0 do MDA”, afirma Magalhães.

Linha de frente - Magalhães se refere à versão 3.0 porque os mesmos personagens que estavam na linha de frente nas disputas de Flaviano Melo estão no comando da campanha de Márcio Bittar. Como exemplo, ele cita o empresário Narciso Mendes e os secretários municipais Zezé Gouveia (Gabinete Civil da prefeitura) e Raimundo Nonato Araújo (Finanças).

“Essa é a primeira vez que vejo as pessoas dizendo que querem mudar alguma coisa utilizando peças velhas”, ironizou.

Os comentários do deputado comunista são ratificados pelo secretário de Comunicação do governo, jornalista Aníbal Diniz. Segundo ele, há oito anos Rio Branco não tem uma obra de impacto feita pela administração municipal. “As obras de infra-estrutura urbana foram realizadas por nossa administração”, comentou.

Aníbal Diniz, que foi assessor de Comunicação no período que o governador Jorge Viana foi prefeito (1993/96), lembra que Márcio Bittar não pode falar em mudança porque conta com o apoio declarado do ex-prefeito Mauri Sérgio e do atual prefeito Isnard Leite (PL).

“Soa cômico falar de mudança quando se tem o apoio dos partidos que nos últimos anos levaram o município para a situação em que está. Se alguém pode fazer essa mudança, é o Angelim, que representa um projeto político diferente do que está comandando os destinos da nossa capital.”

O secretário não avaliou a situação da prefeitura apenas pelas obras realizadas. Ele argumenta que praticamente tudo realizado na administração municipal de Jorge Viana foi deixado de lado pelos administrados que o sucederam. “Uma prova é o número de matrículas nas escolas municipais, que reduziu sensivelmente nos últimos oito anos.”

 
 
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Rio Branco-AC, 27 de junho de 2004
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
   ANCELMO GÓIS
Com Ancelmo Góis
 
 
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